Estado da Palestina tem reconhecimento e apoio dos movimentos sociais brasileiros.


Com a presença dos embaixadores da Palestina no Brasil, Salah  Elqataa, Cônsul palestino que representou o Embaixador Ibrahin Zeben que encontra-se viajando,  e do Irã, Mohsen Shaterzadeh além de centenas de entidades dos movimentos sociais brasileiros e do apoio de parlamentares e populares que manifestaram apoio á Causa do Povo Palestino e ao reconhecimento e criação do Estado da Palestina, realizou-se nesta 5ª feira, 25 de agosto, com sucesso e superando as expectativas dos organizadores, o Seminário Nacional sobre a Causa Palestina, promovido pelo MDD, Movimento Democracia Direta e a UNIPOP, Universidade de Políticas do Movimento Popular, com o apoio de centenas de organizações populares de todo o Brasil.

Com a exibição de um clipe sobre a repressão feita ao povo palestino por parte das forças de segurança de Israel, que chamou bastante a atenção dos presentes e a abertura realizada pelo Advogado Acilino Ribeiro Coordenador Nacional do MDD e principal ideólogo da UNIPOP no Brasil, o evento teve uma palestra do representante diplomática da Palestina, Salah Elqataa, que manifestou a gratidão do povo palestino tanto ao povo como ao governo brasileiro pelo apoio e o reconhecimento ao Estado da Palestina. O diplomata palestino falou sobre o tema “A Palestina e a Conjuntura Política Mundial” e defendeu uma articulação internacional através da diplomacia mundial em defesa do Estado da Palestina e seu reconhecimento pela ONU.

O Jornalista Beto Almeida, Diretor da TELESUR no Brasil proferiu palestra sobre o tema: “A Palestina e a Midia Internacional – Boicote e Manipulação Imperialista e do Sionismo”. Bastante aplaudido Beto Almeida disse que “os meios de comunicação deveriam ter ética e priorizar a verdade”. E que em toda guerra, como essa que o sionismo e o imperialismo movem contra o povo palestino “a primeira vítima é a verdade, que esconde o massacre perpetrado por Israel contra aquele combativo povo”. Mais adiante Beto Almeida falou sobre o massacre midiático, onde a mídia sionista e pró imperialista manipula a opinião pública através de um massacre midiático, onde apresenta o povo palestino como terrorista, quando terrorista são exatamente seus oponentes e a própria mídia comprada e financiada por aqueles que querem a guerra.

O embaixador iraniano no Brasil, Mohsen Shaterzadeh, bastante aplaudido pelo público presente, além de manifestar o  total apoio da República Islâmica do Irã ao povo e ao Estado da Palestina, lembrou que o Aiatolá Khomeini, líder da Revolução iraniana, manifestou antes de morrer, que toda a última sexta feira do Ramadã será dedicada a solidariedade ao povo palestino. Defendeu a união das forças mundiais que lutam pela paz em torno da causa palestina e disse que o Irã sempre defendeu e continuará defendendo essa posição até a instalação de um Estado palestino. Pela solidariedade historicamente manifestada e ser o país considerado que mais apoio dar ao povo palestino, Mohsen Shaterzadeh, proferiu palestra sobre o tema “A Palestina e a Solidariedade Internacional”.

Também foi debatido a “Questão de Jerusalém como a capital das Três Religiões”, com palestras realizadas pelo Padre da Igreja Católica, Haroldo Coelho. E sobre a posição da Igreja ortodoxa, a  exposição ficou a cargo do religioso João Bosco Barreto. Ambos defenderam Jerusalém como capital do Estado da Palestina.

Outro tema debatido foi a situação da Palestina no Direito Internacional, que foi exposta pelo Advogado, Historiador e especialista em Relações Internacionais, Acilino Ribeiro, que fez um histórico relato do direito do povo palestino no contexto do Direito Internacional e defendeu a criação do Estado da Palestina, afirmando que o mesmo é uma conquista do povo palestino, por sua histórica luta e não por uma concessão do imperialismo e do sionismo que tentam manipular a opinião pública mundial contra o povo palestino.

O Coordenador da Coordenação dos Movimentos Sociais em Brasília, CMS no DF, Ismael José, fez uma manifestação de apoio e declarou o apoio dos movimentos populares ao povo palestino.

Ao final do evento diversas entidades dos movimentos sociais e organizações populares manifestaram apoio fazendo pronunciamentos e aprovando uma Declaração Final que reivindica a criação do Estado da Palestina, dentre outros pontos como: 1) o fim imediato da ocupação militar e colonização de terras árabes, e a derrubada do muro da apartheid, que vem sendo construídas na Cisjordânia desde 2002, dividindo terras, famílias e impedindo os palestinos do direito elementar de ir e vir; 2) o reconhecimento dos direitos dos cidadãos palestinos  à soberania e à autodeterminação e a igualdade;  3) o respeito, proteção e promoção do direito de retorno dos refugiados palestinos às suas terras e propriedades, das quais vêm sendo expulsos desde 1948, quando foi criado unilateralmente o Estado de Israel, até os dias atuais.  Ainda na Declaração Final os movimentos sociais e organizações populares presentes  decidiram apoiar as seguintes medidas a serem solicitadas as autoridades brasileiras: a) rompa unilateralmente com o Tratado de Livre Comércio Israel-Mercosul; b) retire imediatamente o posto das Forças Armadas Brasileiras em Israel; c) cancele todos os contratos das Forças Armadas com empresas israelenses; d) exclua as empresas israelenses de participar de quaisquer concorrências públicas; e) vete a instalação de empresas israelenses em território nacional ou mesmo a aquisição de empresas nacionais por capitais israelenses; f) exclua as empresas israelenses de contratos para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

O documento é finalizado conclamado ao mundo apoiar a Causa Palestina o mais imediato o reconhecimento do Estado da palestina, pela histórica luta daquele povo e não como uma concessão do imperialismo e do sionismo.

Diversos parlamentares, dentre Senadores e Deputados manifestaram apoio enviando declarações de solidariedade, como a Deputada Manuela D’Ávila, (PCdoB-RS); e Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados; os deputados federais Brizola Neto (PDT-RJ, Protogenes Queiroz (PCdoB-SP) ; Cleber Verde (PRB-MA) dentre outros. O PSB, PDT, PPS, PSOL, PSTU e PCO manifestaram seu apoio a Causa Palestina através de seus representantes presentes ao evento e por manifestações apresentadas em notas em seus sites.

O Vice-Presidente do PSDB-DF, Deputado Distrital Raimundo Ribeiro, esteve presente ao evento e manifestou seu total apoio e solidariedade ao povo e ao Estado da Palestina.

No Seminário teve ainda a exposição de duzentos (200) cartazes sobre a luta do povo palestino contando toda sua história e luta por sua independência. O Documento Final será enviado ao Itamaraty, á Secretaria Geral da ONU e aos movimentos sociais brasileiros.

Acilino Ribeiro, que presidiu a mesa dos trabalhos finalizou agradecendo a todos pela extraordinária manifestação de apoio a luta do povo palestino e do reconhecimento do Estado da Palestina pela comunidade internacional.

 

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Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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Uma resposta para Estado da Palestina tem reconhecimento e apoio dos movimentos sociais brasileiros.

  1. flipeicl disse:

    Apesar de reconhecer que o sionismo é uma mal no mundo, de que os judeus não são um povo e sim praticantes de uma religião, de que quem controla israel hoje nunca tiveram presença na região nem através de descendentes pois são eslavos oriundos da europa, de que os judeus árabes que sempre ali estiveram, junto aos outros árabes com ou sem religião e que hoje são todos tratados como segunda classe por serem árabes, te conhecimento dos crimes dos governos israelitas contra os palestinos e demais árabes e muitos outros, creio ser errôneo que 2 estados se cruzando sejam solução, creio que só aumentará a tensão e levará a uma guerra de fato, creio que como há muita gente já estabelecida na região vindas da europa e nascidos destes que de lá vieram, seria mais plausível hoje criar um estado, englobando toda a região, com constituição garantido direitos iguais a todos, garantindo a laicidade do estado, e obviamente não se chamando israel.

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