Milhares de prisioneiros palestinos em Israel iniciaram uma greve de fome


 Ilustração Natália Forcat

“Dois mil e quinhentos prisioneiros (dos aproximadamente de 7.000 que se encontram detidos em prisões israelenses) iniciaram uma greve de fome, a maioria deles se encontra em prisões na região do deserto Negev e Ashkelon (perto da Franja de Gaza)”, afirmou Fares Qadura , o presidente da Associação de Prisioneiros Palestinos à rede EFE.

“Todos os prisioneiros pertencentes à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), hoje,  se recusaram a comer.”, acrescentou.

A greve de fome está prevista para às quartas e quintas-feiras e sábados de cada semana a partir de hoje, e vem menos de três meses depois de um protesto similar que teve lugar no início de julho.

Além da greve de fome, os presos também se recusam a usar uniformes, a atender as chamadas internas e também estão descumprindo o cronograma de detenção e desobedecendo às instruções dos funcionários das prisões.

Fares explicou que as principais reivindicações dos presos são “o fim das agressões aos detentos, o fim das penas de confinamento, a reunificação de irmãos e parentes nos mesmos presídios e também exigem ter permissão para estudar.”

Campanha de desobediência

A ONG palestina Adame, que defende os direitos dos prisioneiros, anunciou o lançamento de uma “campanha de desobediência como forma de protestar contra a escalada de violência nas prisões israelenses nos últimos meses.”

A organização denunciou que “o agravamento das condições de detenção começou depois que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou uma mudança na política prisional, que ele qualificou de ” muito generosa “.

Em junho passado, Netanyahu anunciou que “as excelentes condições de que gozam os terroristas em prisões israelenses vão terminar” e disse que o governo “está comprometido com a lei israelense e o direito internacional, mas nada mais além disso.”

“Acabei com esse procedimento absurdo que permitia aos terroristas em prisões israelenses, que mataram pessoas inocentes, poder se matricular em estudos acadêmicos. Não haverá mais licenciaturas por homicídio ou doutorados por terrorismo”, sentenciou.

Adames afirma que as novas medidas tomadas pelo Serviço Prisional de Israel “têm dificultado o acesso aos livros e à educação de reclusos, tem reduzido as visitas familiares e aumentado o isolamento, as multas e os castigos.”

Tradução e ilustração de Natalia Forcat

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