Porta-voz cínico da bancocracia agiota


Os protestantes das manifestações esquecem que os bankgansgters  (também proprietários da mídia mundial) são a origem do sistema perverso que rege o mundo #OcupaBancos

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O mal-estar social, que é real, tem por origem não a orientação econômica petista, amplamente, combatida por Lara Resende, mas as ações daqueles que, institucionalmente, a partir do Congresso, financiando a elite por meio de modelo político eleitoral corrupto, comandam o Estado por meio do poder político financeiro especulador.

Tais elites mostram-se resistentes e mobilizadas para evitar que a democracia direta vingue, pois seria, justamente, ela que criaria as condições objetivas, política, capazes de eliminar o mal-estar social.

Cesar Fonseca em 05/07/2013

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Depois de ajudar a entregar o patrimônio nacional ao capital internacional, na bacia das almas, o serviçal da bancocracia,  no Governo FHC, André Lara Resende, economista neoliberal, desencantado com o Brasil e com o capitalismo depredador, foi morar em Londres, para adquirir um verniz capaz de dotá-lo de uma visão abrangente da realidade global.

Mas, pelo que tem escrito no Valor Econômico, no caderno de cultura, demonstra que não consegue fugir dos seus compromissos, que o mantém dependente da visão bancocrática, mecanicista, interesseira, sem jamais alcançar um patamar capaz de permitir-lhe fazer análise dialética da realidade. Não porque não tenha capacidade para tanto, mas porque seus compromissos são com a visão de mundo do capital, o qual, agora, tenta amansá-lo, para enquadrá-lo numa visão de mundo ingênua, de que o sistema que, acima de tudo, persegue, incansavelmente, o lucro, tenha uma atitude mais equilibrada, ecológica, humanista.

Grande ingenuidade ou esperteza? Desenha uma visão parcial da realidade, sem conseguir apanhar o todo, o que o obrigaria a ser crítico de quem assegura o livre curso das suas ideias, adequadas e convenientes ao status quo. No fundo, com o seu artigo, nessa semana, “O mal-estar contemporâneo”, tenta vender que o capitalismo, para ser perfeitamente entendido, deve ser analisado a partir da periferia para o centro e não o contrário. Chega a conclusões, falsamente, arranjadas, talvez, para que seja reservado, para ele, num próximo, quem sabe, governo neoliberal tucano ou outro qualquer – a emergir do desgaste do PT, que se afundou no neoliberalismo, a pretexto de combatê-lo, traindo suas raízes – um cargo de ministro, a fim de continuar soprando, nos ouvidos do rei, a sua verdade mecanicista-positivista, multiplicadora dos lucros dos poderosos financistas, operadores do Estado nacional,  por intermédio de uma elite caduca, renegada, agora, nas ruas, resistente à democracia direta.

O serviçal da

bancocracia tenta

congresso cercado 5

O mecanicismo econômico é tomado pelos economistas inteligentes, a serviço do capital financeiro especulativo, para moldar as consciências, fugindo, convenientemente, da dialética, porque ela, como disse Marx, é o azimute da burguesia, em cujos parlamentos determina a sua satisfação própria, no comando do poder estatal, enquanto paga, a peso de ouro, os mandatos parlamentares, sob modelo político eleitoral corrupto, formadores de governos de coalizão, sem representatividade popular substantiva.

O mecanicismo positivista, do qual o economista liberal André Lara Resende lança mão para, segundo ele, explicar o mal-estar da sociedade, para com o Governo Dilma, nesse momento, cuida de falsificar as causas da crise capitalista, em sua dimensão maior, determinada a partir das contradições que explodiram no capitalismo cêntrico, afundando os governos dos países ricos, a fim de ficar na sua dimensão menor, certamente, bastante importante, mas não fundamental, para tirar as suas conclusões, altamente, convenientes para aqueles a quem serve, subordinadamente: os banqueiros, os especuladores, os agiotas, os que mais ganham em meio à instabilidade econômica geral, global.

Qual a dimensão maior da crise, o ponto a partir do qual ela se explica, dialeticamente, logicamente, razoavelmente, racionalmente, do ponto de vista do todo e não das suas partes?

Marx, quem, sem dúvida, mais entendeu o capitalismo e determinou suas leis, destacou que somente é possível enxergar a totalidade do sistema capitalista e sua evolução com o olho do capital, poder sobre coisas e pessoas, do centro para a periferia e, jamais, o contrário.

A expansão do capital, semelhante à do universo, é determinada pela sua própria acumulação, sem limites, cujas consequências, como destaca o autor de O Capital,  é a insuficiência crônica de demanda global, por acumular, num polo, a riqueza, e, no polo oposto, a pobreza.

No limite, desemboca na deflação, pior inimiga do capitalismo, segundo Keynes.

Olhando o cenário com o olhar do capital a crise atual, como outras que ocorreram, ao longo dos últimos trinta anos, para não falar nas que foram registradas desde os inícios dos descaminhos do capitalismo, a partir do século 19, em  1810, chegando ao auge na bancarrota de 1873-1893 – tão bem explicada por Hobson – , é, como se sabe, de sobreacumulação de capital, que, recorrentemente, explode em bolhas, lançando estragos gerais.

inverter a realidade

objetiva dos fatos, a

pacto social 8

Como diz Marx, o capital, num primeiro momento, puxa a demanda nos países do capitalismo periférico, por meio de empréstimos, concedidos pelos capitalistas do centro.

Num segundo momento, como o capital, conforme sua própria lei, produz crônica insuficiência de demanda global, o resultado é o desbalanceamento econômico-financeiro, é a ampliação da desigualdade social.

O devedor se vê, sempre, obrigado a renovar os empréstimos, para pagar os empréstimos inicialmente tomados.

Sobre os novos empréstimos, emergem os juros compostos, acompanhados das manobras cambiais que impõem deterioração nos termos de troca, sobreacumulando renda e capital no centro em prejuízo da periferia, como  explica, didaticamente,  Keynes, em entrevista a Santiago Fernandes (economista do Banco do Brasil e repórter do Jornal do Brasil), em 1944, na reunião de Bretton Woods, publicada no livro “A Ilegitimidade da Dívida Externa do Brasil e do III Mundo”, com prefácio de Tancredo Neves (Nórdica, 1985, 132 pgs).

Antes de Keynes, Marx já tinha dito que a dívida externa é instrumento de dominação internacional.

André Lara Resende, para não ir muito longe, pois ele sabe muito bem que o que Marx e Keynes dizem é a pura verdade, escamoteia os fatos, no ensaio mecanicista-positivista que publica, nessa sexta feira, no Valor Econômico, intitulado “O mal-estar contemporâneo”.

Não explica o desenvolvimento desse olhar capitalista, partindo do centro para a periferia, deixando entrever que, para ele, o mal parte da periferia para o centro, como forma de explicar os descaminhos da economia brasileira.

fim de criar um

arremedo de

realidade, que

movimento passe livre 4

Escamoteia, vergonhosamente, portanto, que é essa lógica do olho do capital, a partir do centro para a periferia, que, no pós-guerra, determina nova divisão internacional do trabalho, estabelecida pelo capitalismo de guerra americano, salvo da bancarrota, justamente, por adotar as providências ditadas por Keynes, a partir de 1936, de expansão do deficit orçamentário, para produção bélica e espacial, como havia feito Hitler, a partir de 1933, como forma de sair da encrenca do liberalismo falido na crise de 1929.

Se fosse intelectualmente honesto, Lara Resende diria que a recomendação do imperialismo americano aos países da periferia capitalista, para manter o liberalismo econômico do qual ele fugiu, para sair do crash de 29, não vale para os ricos, mas, apenas, para os pobres, a fim de eternizarem sua pobreza.

O nacional-desenvolvimentismo, na América do Sul, por exemplo, é uma ação reativa do capitalismo periférico à ação imperialista do capitalismo cêntrico, que deseja que a periferia fique em seu lugar, ou seja, produzindo, apenas, matérias primas e consumindo industrializados, pois a industrialização periférica faz concorrência com o centro, é lógico.

O nacional desenvolvimentismo getulista irritou profundamente o imperialismo americano, porque resolveu nacionalizar o petróleo e partir para a economia sustentável com as próprias energias nacionais.

O que queriam os Estados Unidos, depois de Bretton Woods, senão dominar, com o dólar, a economia mundial, situando-se como consumidor global, gerador de superavit financeiro, para pagar, com o poderoso dólar, os déficits comerciais formados com as importações da Europa e do Japão, os quais buscaram os americanos fortalecer para não caírem na órbita do comunismo soviético?

A guerra fria, logo depois do fim da segunda grande guerra, tornou-se necessária, para que os Estados Unidos, por meio do modelo keynesiano de guerra, continuassem fazendo esse jogo de pagar importações com superavit financeiro, possibilitado pelas emissões de dólar, lastreadas no ouro.

Quando, na década de 1970, os déficits aumentaram extraordinariamente, ameaçando o dólar, o que fizeram os Estados Unidos?

Descolaram o dólar do ouro, deixando a moeda flutuar, dando grande beiço na praça global.

Os americanos partiram para os ajustes fiscais, cortes nos gastos, suspensão da contratação de funcionários públicos, gastos estatais em infraestrutura, em produção bélica e espacial?

Não, minha gente.

esconde as verdadeiras

causas da grande  

marx

O Instituto Peel destaca que a guerra fria custou aos cofres públicos americanos cerca de 15 trilhões de dólares, algo que os economistas neoliberais, mecanicistas, como André Lara Resende, escamoteiam, para não concluir que a dívida pública, como dizia Colbert ao Rei Luís 14, “é o nervo vital da guerra”.

O descolamento do dólar do ouro, em 1972, por Nixon, é o início da aceleração da financeirização econômica global, que impulsionaria o capitalismo especulativo, a partir daí, evidenciando, por meio de desregulamentações financeiras irresponsáveis,  sua trajetória por meio de recorrentes bolhas especulativas, todas elas explodindo, em seguida, deixando rastro de miséria e morte na periferia capitalista.

No final dos anos de 1970, início dos 80, os déficits americanos voltaram a incomodar o Banco Central, levando Paul Volcker, em 1979, a puxar, brutalmente, a taxa de juros americana(prime rate) de 5% para 20%, quebrando, financeiramente, a periferia capitalista.

Endividados em dólares, os países capitalistas periféricos, prisioneiros da dívida externa, o instrumento, segundo Marx, de dominação internacional, foram obrigados a se submeterem aos rigores fiscais e cambiais que viriam em seguida: suspensão dos empréstimos, elevação dos juros, privatizações das empresas estatais, dos bancos estaduais, elevação dos impostos, enfim, algo muito manjado, deprimindo as economias, para que pudessem, tão somente, pagar os serviços de suas dívidas.

A crise monetária americana dos anos de 1980 deu cabo do regime militar, detonando a ditadura política, e implantou, no Brasil, a Nova República, inaugurando a ditadura econômica, ditada pelo Consenso de Washington.

O capitalismo cêntrico, acossado por permanente sobreacumulação de capital – cujas consequências destruidoras sempre foram transferidas para a periferia, em forma de restrição do crescimento econômico, para que pudessem ser pagos, religiosamente, em dia, os juros das dívidas externa e interna, sendo esta, a dívida externa internalizada -, passou a viver, nos anos de 1990, 2000, até o estouro da crise de 2008, da renda especulativa para sustentar o consumo dos ricos, enquanto o capitalismo periférico se beneficiava, na margem, com exportações das suas commodities, aproveitando os surtos de desenvolvimento cíclico, até que as bolhas especulativas estourassem.

Lara Resende não aborda, no seu artigo parcial e subdesenvolvido, essa dinâmica do capitalismo internacional, tocado pela agiotagem, impondo sacrifícios aos países capitalistas periféricos, em forma de instabilidades cambiais, inflacionárias, produzindo tensões políticas crescentes e empobrecimento relativo constante, especialmente, por meio da desindustrialização, desemprego, insuficiência de consumo, pobreza, acumulação absurda da renda, inflação, fuga de capitais, caos etc.

Como serviçal do capitalismo financeiro internacional, Resende, no governo FHC, situou-se no topo das políticas de privatizações, chegando a confessar que atuava no limite da irresponsabilidade, transferindo patrimônio nacional para os agiotas, no programa de privatizações fernandinas, bancado pelo BNDES, para favorecer capital estrangeiro.

crise, responsável

por levar às

inflação 8

Não é conveniente, para esse cara de pau, falar o que realmente acontece, porque estaria se autocondenando.

A tal ponto se envergonhou do seu papel de sabujo do capital financeiro, que se disse desencantado com o Brasil e foi morar, já rico, é claro, na Inglaterra, para aprender a escrever bem em inglês, a fim de retratar melhor, com o olhar cínico dos liberais ingleses, a trajetória do capitalismo imperialista em cima das desgraças da periferia.

Falta ele dizer que a crise econômica mundial atual é culpa da periferia que não seguiu a cartilha escrita pelos ricos.

Nosso analista mecanicista não toca em seu artigo no imperialismo monetário americano posto em prática, agora, para inflacionar o mundo de moeda desvalorizada por parte do Banco Central americano, como alternativa para tentar salvar a economia dos Estados Unidos às custas das instabilidades gerais causadas, por exemplo, na América do Sul, como demonstrou matéria no Valor, na mesma edição em que Resende escreve seu artigo sujo.

Foge o nosso amigo da onça da realidade.

A culpa pela sua pobreza é do próprio pobre.

Tem razão, entretanto,  André Lara Resende quando fala do comportamento do PT , que, a pretexto de conquistar o poder, se sujou nos governos de coalizão, financiados, como se sabe, pelo dinheiro dos banqueiros, a quem ele sempre serviu, construindo o pensamento mecanicista tupiniquim, favorável aos interesses dos agiotas.

Os petistas, como disse Lauro Campos, em “O PT frente à crise do capitalismo”, 1991, 80 pgs, cairiam na armadilha neoliberal, se quisessem, como amadores, administrar aquilo para o qual nunca estiveram preparados, sendo pura ingenuidade no exercício de um ofício, cujos mestres são os liberais da direita etc.

Previsão perfeita, pois, a partir de 2003, com Lula, os petistas e seus aliados, PMDB, pragmático até à medula, começariam a enfiar o pé na lama.

Lambuzaram-se todos por incompetência no exercício de uma tarefa que negaria sua própria história.

Tiveram, sim, os petistas que entrar na corrupção e dela não conseguiram sair.

Fizeram políticas sociais positivas, ganharam o povo com os programas sociais, emergiu com eles uma classe média ansiosa por consumir, consumir, consumir, porque, sempre, tiveram sobre suas mesas as carências totais.

ruas, a sociedade irritada

com a impossibilidade de

o capitalismo agiota ser

soluçao, pois virou

problema crônico

e insolúvel

protesto 1

A estrutura produtiva e ocupacional que o PT herdou de FHC para administrar é aquela que tem como prioridade o atendimento não daqueles que levaram o PT ao poder, os mais pobres, mas aqueles a quem André Resende serve, os credores.

Estes conseguiram, na Constituição de 1988, inserir o artigo 166, parágrafo terceiro , item II, letra b, segundo o qual, no orçamento financeiro da União, não pode ocorrer contingenciamentos de recursos para pagar os juros da dívida pública.

Já os recursos destinados aos setores de educação, saúde, infraestrutura, transporte, segurança etc, contidos no orçamento não-financeiro, são sistematicamente, contingenciados.

As carências, nesses setores sociais, são ou não a origem do mal-estar social, imposto, necessariamente, pela prioridade ao bem-estar dos banqueiros, no âmbito da política econômica?

O PT, em vez de denunciar essa distorção, manteve ela, fazendo o jogo da bancocracia, enquanto os setores sociais foram sendo relegados ao segundo plano, ao longo dos anos, a partir da Era PT no poder, 2003-2013.

O que se acumulou durante esse tempo todo senão o mal-estar social que, agora, cinicamente, André Lara Resende diz que é culpa do modo petista de governar?

Ora, o PT está na armadilha do governo de coalizão, bolada pelo Consenso de Washington, que forçou os congressistas, durante a Constituinte, a elaborar o artigo 166, parágrafo terceiro, item II, letra b, configurando-lhe o caráter de cláusula pétrea.

As políticas sociais petistas despertam o desejo de participação dos mais pobres não apenas na massa de consumo, mas, também, no centro de decisões políticas, algo que se desponta, agora, na democracia direta, no rastro da falência da democracia representativa.

Dilma Rousseff, para enfrentar essas mentiras boladas pelos geniosinhos da direita, como Lara Resende, tem que aprofundar a comunicação com a sociedade, pois os meios de comunicação, financiados pelos banqueiros, como é o caso do Valor Econômico, abrirão as portas, apenas, para o pensamento mecanicista, manipulador, safado.

Tem muita coisa errada no governo do PT, sem dúvida, mas, o mal-estar social, que é real, tem por origem não a orientação econômica petista, amplamente, combatida por Lara Resende, mas as ações daqueles que, institucionalmente, a partir do Congresso, financiando a elite por meio de modelo político eleitoral corrupto, comandam o Estado por meio do poder político financeiro especulador.

Tais elites mostram-se resistentes e mobilizadas para evitar que a democracia direta vingue, pois seria, justamente, ela que criaria as condições objetivas, política, capazes de eliminar o mal-estar social.

O mal-estar social é uma essência subjetiva, que se encontra no exterior da realidade, cuja superação depende da consciência objetiva, concreta a ser despertada pelo diálogo mais intenso da presidenta com a sociedade.

Fonte: Independência SulAmericana 

Sobre midiacrucis

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