Inflação cai e desarma golpe jurista do PIG


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Infla

Evidenciou-se, mais claramente, a necessidade URGENTE de maior democratização da imprensa brasileira, para que haja contraponto ao massacre imposto pelo oligopólio midiático especulativo dominado por seis famílias plutocratas que manipulam as notícias.

por Cesar Fonseca

O exemplo do comportamento da inflação de março desmentiu toda a manipulação conduzida pela plutocracia midiática.  Vigora, no momento, no Brasil,  tremenda DITADURA MIDIÁTICA, altamente, especulativa. Ela acabou incorporando em si mesma o mal do capitalismo financeiro. De tando se render às determinações destes, o poder midiático conservador acabou se transformando em impulsionador do jornalismo especulativo.

O poder midiático, comandado pelo mercado financeiro, que tem como objetivo manter caro o custo do dinheiro, para atrair os especuladores ao Brasil, a fim de continuarem reproduzindo, especulativamente, a montanha de capital que deixou de se reproduzir na produção e no consumo, trabalha com o abstrato e não com o concreto, ou seja, com as realidades elaboradas nos laboratórios dos economistas empregados dos grandes bancos, cujos produtos são oferecidos/impostos aos ditadores midiáticos.

As análises econométricas, construídas no exterior da realidade, projetam o presente e o futuro, para construir o ambiente adequado aos interesses dos especuladores. No momento tais interesses estão relacionados à batalha que é promovida pelo capital financeiro especulativo favoravelmente à puxada dos juros para esfriar as atividades produtivas que estão colocando o Governo Dilma Rousseff como altamente popular, algo que viabiliza o segundo mandado da presidenta, galopando no pleno emprego.

Os números da inflação cadente de março desmascararam os estrategistas do golpe jurista para que, na próxima semana, o Banco Central pudesse, sem maiores constrangimentos, puxar para cima a Selic,  interrompendo o curso efetivo da governança dilmista, a conferir-lhe dianteira frente aos oposicionistas na sucessão presidencial antecipada. Quem vai ao supermercado percebe que não falta nada que o consumidor disponha a comprar. Não estaria havendo alta de preços por conta de escassez de produtos.

O jogo especulativo midiático quebrou a cara: a inflação de março caiu e o golpe jurista do PIG em favor do juro alto para combater pressão inflacionária dançou. Se tivesse em cena, no País, uma mídia alternativa, capaz de romper o oligopólio do poder midiático, a sociedade estaria mais protegida conta a onda mentirosa que vai em frente impunemente. Lamentavelmente, falta coragem ao governo nesse campo. Ele continua pagando para apanhar. Até quando?

Os números dos clientes

(leitores, expectadores,

ouvintes etc) da

grande mídia tupiniquim

O mau jornalismo foi amplamente exercitado pelo Partido da Imprensa Golpista(PIG) no noticiário dos números da inflação de março que se revelaram cadentes relativamente aos da de fevereiro e janeiro, sinalizando possíveis novas quedas e estabilização relativa do processo inflacionário nos próximos meses.

Preferiu o PIG dar destaque estrondoso à notícia colateral para satisfazer seus interesses -AUMENTAR OS JUROS NA PRÓXIMA REUNIÃO DO COPOM SEMANA QUE VEM –  ao destacar que havia sido superado o centro da meta inflacionária de 6,5%, na medição em doze meses, de março de 2012 a março de 2013.

Esqueceu, porém, de projetar doze meses à frente, de março de 2013 a março de 2014, se forem consideradas médias a partir do número do mês passado, o que revelaria quadro de expectativa oposto ao que descortinou escandalosamente em relação ao passado, que já morreu, sem levar em consideração o presente, que está vivo, e o futuro, por construir, sinalizando novas esperanças positivas e não negativas.

Simplesmente, a notícia relevante foi A INFLAÇÃO DE MARÇO CAIU – 0,47% – , quando todos os “analistas”, ligados ao mercado financeiro projetavam onda altista – de 0,50% a 0,55%.

O coro era para que, caso tivesse acontecido o que abstratamente os analistas construíram, com ampla divulgação pelo PIG, sem disfarces de torcidas favoráveis para que a sinistrose se confirmasse, não houvesse como fugir da necessidade de aumentar juros, para desacelerar a produção, o emprego, o consumo, a arrecadação, os investimentos públicos etc, etc.

Criar-se-ia, naturalmente, o ambiente satisfatório para o senador Aécio Neves, do PSDB, sair vestido de dona de casa puxando carrinho de supermercado, reclamando da alta incontrolada dos preços, da irresponsabilidade fiscal do governo, da incompetência dele no plano da gestão etc.

Estaria criado o clima para contraposição oposicionista ao prestígio crescente da presidenta Dilma Rousseff na população por estar impulsionando programa de governo distributivo de renda para sustentar os investimentos públicos, a fim de tocar adiante obras de infraestrutura mediante parcerias público privadas, cujas implementações, a golpes de facão, vão ocorrendo, no compasso das discussões para fixar o preço mais vantajoso adequado aos interesses em cena.

estão em queda,

como demonstra,

por exemplo, a

demissão em massa de

A onda do PIG foi gigantesca, assim como tinha sido a torcida dela para que São Pedro não mandasse chuva nesse primeiro semestre do ano, a fim de que os preços dos alimentos disparassem.

Como ocorreu o contrário, os preços dos alimentos, embora estejam altos, especulativamente, no ambiente da crise global do capitalismo, sinalizaram, em março, queda, por que, mesmo?

Porque São Pedro não confirmou a expectativa do PSDB e dos banqueiros, bombadas nas páginas do PIG.

Ao contrário, mandou chuva.

Por isso, a safra que vem aí, a partir do próximo mês, poderá ser recorde, jogando mercadoria mais barata na praça, contribuindo não para elevar as expectativas inflacionárias, mas para diminuí-las.

Ô desgraça danada!

Depois de perderem feio para São Pedro, que continua enchendo os reservatórios das hidrelétricas, de modo a garantir oferta adequada da energia mais barata – por conta das reduções de impostos – , nos próximos meses, os oposicionistas fizeram carga para dar tudo errado no controle da inflação, convocando os economistas xiitas do mercado financeiro para falar todo o dia no noticiário do Conta Corrente, da Globo, levantando bandeiras favoráveis ao que julgam inevitável: desaceleração das atividades produtivas.

Ainda bem que há, no Conta Corrente, da Globo News, uma voz moderadora, como a do experiente repórter George Vidor, que faz contraponto aos catastrofistas-terroristas dos fundos de investimentos convocados para serem entrevistados ao final de cada dia, com as alma excitadas pelas projeções abstracionistas que fazem a partir dos seus laboratórios econométricos, nas salas refrigeradas dos grandes bancos, nas quais se situam no exterior da realidade objetiva, agindo ao largo dos fatos.

jornalistas de grandes

periódios, porque a

verdade fugiu das

coberturas, preocupadas,

As águas, ou melhor, os números de março, do IPCA do IBGE, divulgados nessa quarta feira foram claríssimos e dariam oportunidade aos espertos mancheteiros de jornais, revistas, rádios e tevês oportunidade para serem objetivos em vez de subjetivos, como se a subjetividade fosse a verdade e a objetividade o seu contrário.

Os preços dos alimentos subiram 1,14%, mas, em janeiro e fevereiro, respectivamente, alcançaram 1,99% e 1,45%.

O IPCA, sem alimentos, registrou 0,25%, recuando dos 0,55%, em janeiro, e dos 0,33% , em fevereiro.

Os preços dos Serviços, que, em janeiro, subiram 0,91% e, em fevereiro, chegaram aos 1,30%, em março, recuaram para 0,26%.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE NÃO RESSALTADA SUFICIENTEMENTE PELO PIG: o setor de serviços tem sido o vilão da inflação, por conta da política cambial apreciada, nos últimos tempos.

Mas, prossigamos com o ritmo de queda.

Os preços dos bens duráveis, em janeiro, bateram em 0,86%; em fevereiro, 0,37%, e, março, 0,27%.

A difusão da alta dos preços, que havia assustado geral, em fevereiro, alcançando 72,3%, subindo em relação a janeiro, 57,3%, caiu para 68,5%, em março.

Ou seja, minha gente: a notícia não foi o estouro da meta inflacionária, mas a queda da inflação, que, nos próximos meses, evitará a sustentação do estouro.

apenas, em divulgar

análises dos funcionários

dos banqueiros, que

forjam expectativas

de laboratório para 

Evidencia-se, também, o que o PIG nunca destaca: a inflação incorpora a especulação violenta determinada pela política cambial dos países ricos, em crise.

Eles sustentam oferta expansionista de moeda, ao mesmo tempo em que mantêm juros negativos, exportando, consequentemente, inflação para os países emergentes, grandes produtores de alimentos, cujo mercado é o dos países altamente industrializados.

A guerra cambial e seu reflexo na inflação deixaram de ser considerados pelo PIG, mas, mais do que nunca, ela está presente, no cenário internacional.

Essa semana, mesmo, o governo japonês decidiu seguir, agressivamente, na política monetária expansionista, jogando moeda na praça para desvalorizá-la, ao mesmo tempo em que sustenta juro zero ou negativo, para que os japoneses, cheios de poupança, nos bancos, rumem para o Brasil, por exemplo, onde os banqueiros nacionais e internacionais fazem carga sobre o governo Dilma para aumentar os juros.

O Brasil viraria o paraíso da classe média do Japão, se os juros subirem por aqui.

O PIG vê o comportamento da inflação brasileira fora do contexto internacional, em que a guerra cambial, mantida pelos Estados Unidos, Europa e, agora, Japão, influenciam a alta dos preços dos alimentos, no Brasil.

atender seus interesses, ou

seja, elevar os juros,

para combater inflação

por meio do desemprego,

ganhando maior

lucratividade com

o desastre social.

Se as autoridades econômicas brasileiras se comportassem, por exemplo, como se comportam as americanas, que expurgam da inflação as altas de preços  extemporaneas ou especulativas dos cálculos inflacionários, os números de março teriam deixado os oposicionistas e seus correpondentes no PIG mais frustrados ainda.

Retirando do cálculo da inflação a alta especulativa dos alimentos, o IPCA teria sido de 0,25% e não 0,47%, embora os analistas tenham projetado 0,50%, com alguns chegando até 0,55% etc.

Nos Estados Unidos, por exemplo, são retirados do núcleo da inflação as altas especulativas dos preços de energia e alimentos, e tudo fica como está, normal.

Se a presidenta Dilma Rousseff fizesse isso por aqui, o escândalo seria geral nas páginas do PIG.

O fato real é que a inflação, em março, CAIU e desarmou o golpe jurista que o PIG estava pronto para alardear, se tivesse sido materializada a projeção que os analistas, por seu intermédio, martelaram sem parar no Conta Corrente da Globo News e etc.

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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2 respostas para Inflação cai e desarma golpe jurista do PIG

  1. Em poucas palavras o que acontece: O PIG, comissão de frente da velha direita bolorenta e assalariada da agiotagem internacional, aposta sempre no quanto pior, melhor! Melhor para eles que são capazes de…TUDO! Por dez centavos!

  2. Pingback: Inflação cai e desarma golpe jurista do PIG | Midiacrucis’s Blog | O LADO ESCURO DA LUA

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