PMDB amedronta direita e udeniza grande mídia


Cesar Fonseca em 10/02/2013

A mídia, que é a porta voz dos banqueiros, não gosta disso, por isso em vez de noticiar corretamente o que está acontecendo, que é a contrariedade da direita, ameaçada em seus interesses, incorpora essa contrariedade como se fosse sua, da própria mídia, e parte para o discurso udeninista, moralista, de apelar para uma ética que nunca foi adotada pelos que ela defende, ideologicamente.

O udenismo falso

moralista praticado

pela grande mídia

neoliberal conservadora

  no rastro do

Repetindo mais uma vez Glauber Rocha, a luta política é, essencialmente, luta ideológica.

A luta de classe está no ar no Brasil há 11 anos, quando a direita perdeu o poder para a esquerda, PT e aliados, entre eles, o PMDB.

Por que esquerda e direita em cena?

Porque a orientação econômica passou a ser mais nacionalista em contraste com a orientação anterior, neoliberal.

Os neoliberais estão sob danação global.

O neoliberalismo deixou de ser útil ao capitalismo, que, especulativamente, dançou, sendo obrigado a ser socorrido pelos governos, pelo Estado, pelo dinheiro do contribuinte.

“Tudo que é útil é verdadeiro; se deixa de ser útil, deixa de ser verdade”(Keynes).

Sendo o utilitarismo a essência ideológica do capitalismo neoliberal, se deixa de ser útil, passa a ser uma mentira.

fracasso do neoliberalismo

 especulativo comandado

pela bancocracia internacional

falida, à qual o poder

Os grandes bancos, tocando o seu violino neoliberal, aliados dos bancos centrais, somente não foram à bancarrota total porque os governos e esses bancos centrais jogaram dinheiro sem lastro, emitido pelos tesouros, para bancar os títulos podres, garantindo seus valores de face.

Mas, isso vai continuar até quando?

Os governos dos países ricos não têm mais fôlego para segurar essa onda.

Basta ver a política monetária expansionista que praticam, expressão de puro calote.

Continuam emitindo dinheiro podre a torto e a direito, sem pagar juro, pois, se pagar, quebram, vão à hiperinflação etc.

Qual a jogada deles?

Exportar inflação especulativa – em forma de moeda podre – para o capitalismo periférico.

A direita virou simplesmente uma bucaneira, roubando riqueza dos outros, tais como os velhos piratas de antigamente.

midiático se subordina,

apela para a aparência

 e esquece a essência,

focando no rabo dos

outros sem ver que seu

 próprio rabo é  

Não faltam, nos mercados dos países capitalistas emergentes, como o brasileiro, nesse momento,  mercadorias nos supermercados, para serem consumidas.

Tudo está muito bem abastecido.

A confirmação pode ser checada numa visita ao Pão de Açucar, ao Oba, ao Extra etc.

Se a oferta de bens duráveis, semi-duráveis e não-duráveis está satisfatória, se a demanda está satisfeita, perfeitamente, por que a inflação sobe, assustando, senão porque o que a move é o movimento internacional especulativo promovido pelos países ricos, por meio de guerra monetária, expressa na oferta sem limite de moeda podre inflacionária?

Mas, essa discussão a direita nos países capitalistas periféricos não quer fazer, para não se desmoralizar, diante da esquerda nacionalista que tem distribuido melhor a renda, fortalecendo os mercados internos, de modo a evitar formação de estoques que levariam às desvalorizações cambiais forçadas, propulsoras de pressões inflacionária, como se viu antigamente, quando os neoliberais estavam no poder, jogando com o populismo cambial.

Certamente, na Era FHC, os neoliberais deram cabo da inflação, mas foi, apenas, uma vitoria de Pirro, porque o populismo cambial estourou a dívida pública, e já no final de 2002 a inflação estava de volta, ameaçando a economia e servindo de motivo para os tucanos alardearem terrorismo econômico, segundo o qual, se os petistas chegassem ao poder, dariam o cano na dívida pública etc.

Não aconteceu nada disso.

pura palha exposta

pelas suas posições

marcadas igualmente

pelos defeitos que

carrega e pelos compromissos

 mais que

Os petistas, responsáveis, contornaram a situação, partindo para o nacionalismo econômico, de forma mais decidida, quando a crise financeira especulativa global estourou em 2008.

Apostaram na força da economia interna, ou seja, na capacidade de consumo do povo, melhorando seu poder de compra, enquanto os miseráveis foram contemplados com programas sociais distributivistas mais agressivos, como o Programa Bolsa Família, a garantia continuada de renda para os mais miseráveis, ainda, que ganham abaixo de R$ 70 por mês etc.

No rastro dessa política emergiu uma diversificação social expressa em classe média categorizada econômicamente , mas socialmente uniforme, consciente dos valores econômicos em cena, para promovê-la, sabendo que quem estava fazendo isso era um novo poder político etc.

A crise mundial continua e o poder nacionalista em cena tem de enfrentar uma maré brava, que, frente à guerra monetária desencadeada pelos Estados Unidos, seguidos pela Europa, em frangalhos, pelo Japão, em deflação, e pela China, que insiste em manter moeda sobredesvalorizada, sofre os altos e baixos de uma inflação, cuja essência não é mais produzida pela escassez de mercadoria, mas por excesso de moeda podre.

A direita, que está sem discurso, vai nas águas da grande mídia, que repercute a raiva dos capitalistas internacionais especuladores, porque o governo resiste a suas tentativas de continuar praticando o neoliberalismo especulativo sem fiscalização e sem regras que levou o mundo à catástrofe financeira e perdeu utilidade, reclamando novo mote ideológico para ser, pelas massas, consumido, sem o ter, ainda, encontrado.

Nesse contexto, a nova correlação de forças políticas no Congresso, com o predomínio do PMDB, apoiado pelo PT, deixa a direita ainda mais irritada.

Por que?

Simples.

obscuros que

 assume,condenando-a,

 especialmente, por

estar sintonizada com 

aquilo que deixou de

Os peemedebistas sacaram perfeitamente que a crise fundamental é a do endividamento dos estados, cuja dívida, para ser equacionada, necessita de uma nova negociação, que implicará incômodo crescente para os credores.

O endividamento público está na casa dos 60% do PIB.

Como os estados e municípios não estão, como o governo federal, usufruindo os benefícios da queda da taxa de juro básica, selic, sobre suas dívidas, cujo custo continua se sustentando em regras antigas que mantêm elevado o carregamento financeiro nas costas dos governadores e prefeitos, como demonstrou o repórter Ribamar Oliveira, no Valor Econômico, os peemedebistas, maioria no Congresso, estão sob pressão de suas bases eleitorais.

O que fazem?

Dizem que não aceitarão contigenciamentos orçamentários por parte do Executivo sobre as matérias financeiras aprovadas pelos congressistas, a fim de melhorar a distribuição dos recursos do orçamento não-financeiro da União para os estados e municípios, ao mesmo tempo em que pressionam o governo a renegociar as dívidas deles, adotando novas regras que reduzem o custo de carregamento dos endividamentos.

Se o governo federal ganhou com a redução da selic, pagando menos juros sobre sua dívida, por que estados e municipios não usufruirão, também, desse benefício?

Se não forem equacionadas essas dívidas, o federalismo vai implodir, é claro.

Para que isso não aconteça, os peemedebistas ameçam resistir aos contigenciamentos, que são feitos em cima das decisões do Congresso pelo Executivo para que sobre mais recurso para pagar os juros da dívida aos banqueiros.

A presidenta Dilma Rousseff, se não puder fazer o que o governo vem fazendo até agora, ou seja, sangrar governadores e prefeitos, porque o PMDB estará ao lado deles, terá que ir para cima dos banqueiros, evidentemente.

ser ideologicamente útil

 por ter se tornado

mentira, conforme

a própria ideologia

 utilitarista, que

 lhe dá vida, agora, morta

Nesse sentido, o PMDB não está colocando a faca no pescoço de Dilma, mas dos banqueiros, que terão que aceitar superavits primários menores.

A mídia, que é a porta voz dos banqueiros, não gosta disso, por isso em vez de noticiar corretamente o que está acontecendo, que é a contrariedade da direita, ameaçada em seus interesses, incorpora essa contrariedade como se fosse sua, da própria mídia, e parte para o discurso udeninista, moralista, de apelar para uma ética que nunca foi adotada pelos que ela defende, ideologicamente.

O senador Renan Calheiros e o deputado Henrique Eduardo Alves, sob ataque do poder midiático, do ponto de vista moral e ético, incomodam a direita não porque sobre eles pesam acusações antiéticas, mas porque decidiram posicionar-se em favor das suas bases políticas, pois, caso contrário, perderão, do ponto de vista do utilitarismo, utilidade aos olhos dos que se julgam representados pelos peemdebistas no Congresso.

Por que a direita midiática não faz auê, também, com a mesma intensidade, em cima do candidato Aécio Neves, que tem rabo de palha em Minas Gerais?

Dois pesos, duas medidas.

Renan e Alves, pragamáticos, estão ao lado dos governadores e prefeitos, superendividados e superenforcados por regras financeiras draconianas que os impedem de sobreviver financeiramente.

Se não puderem contar com o PMDB e o PT, no Congresso, os executivos estaduais e municipais partirão, certamente, para apoiar a oposição, o PSDB, com o seu candidato, senador Aécio Neves, ou aquele que ameaça deixar as forças do governo, para tentar um voo solo, como é o caso do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB.

A união do PMDB-PT somente se manterá se esses dois partidos se sintonizarem com as demandas de suas bases e não com as demandas dos banqueiros.

Nesse jogo, Dilma Rousseff, também, está no mesmo barco, é claro.

Ela vai fazer graça para a bancocracia ou para as bases políticas que poderão garantir seu segundo mandato em 2014?

Fonte: Independência Sul Americana

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
Esse post foi publicado em Brasil, Comunicação, Dilma, Ditadura, Eleição, FHC, Globo, latifundiários, Legado LUla, Liberdade de expressão, Lula, Manipulação, Marco Regulatório, Midia Venal, Midiacracia, Política, PSDB, PT, SIP, Soberania, STF e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s