Franklin Martins para agitar a TV Brasil


O melhor nome para o momento, a fim de comandar essa TV pública importante, ora subutilizada, travestida de plumagem tucana, é colocá-la nas mãos daquele que defende a lei de mídia, para oxigenar geral o jornalismo televisivo brasileiro, que simplesmente está uma vergonha escancarada.

Tucanagem na TV Globo se explica.

Mas, na TV Brasil?

***********

 

Articulador, no governo Lula, da lei de mídia, com o objetivo de democratizar a oferta de informações no país, hoje, dominado pelo oligopólio midiático privado conservador, obediente aos interesses do capital especulativo internacional, oponente da política nacionalista em curso, pelo Governo Dilma, Franklin Martins, ex-guerrilheiro, como a titular do Planalto, na luta contra a ditadura, competente jornalista que está alijado do mercado pelo poder midiático, seria o nome ideal para oxigenar a tevê pública brasileira.
Trata-se de proporcionar à sociedade a oportunidade para ela, diante de um jornalismo honesto, conscientizar-se das transformações econômicas e sociais de interesse público que estão em marcha.
Haveria, nesse sentido, condições para que as massas pudessem fazer a ligação do que está acontecendo em matéria de transformação quantitativa e qualitativa, na economia, em favor dos interesses populares, responsável por reduzir , drasticamente, a taxa de desemprego, com o pensamento político ideológico que anima tais transformações, configurando ampliação da conscientização política nacional.
A luta politica, como disse Glauber Rocha, é, essencialmente, ideológica. Daí, certamente, viria as grandes reformas estruturantes.
É isso que o poder midiático conservador não promove, boicotando o interesse público em favor dos interesses alienígenas. Até quando?
A TV Brasil tem que entrar na casa dos brasileiros e brasileiras no horário nobre com uma programação nacional que mostre a correspondência necessária entre avanço econômico e político de modo a abrir as consciências, espantando a alienação das programações midiáticas deseducativas.
O povo não quer apenas a distribuição da riqueza material, mas, sobretudo, a espiritual, em forma de uma nova estética cultural revolucionária. Franklin Martins pode ser uma escolha importante nesse sentido, para oxigenar o jornalismo comprometido com o avanço da consciência política nacional, agitando a TV Brasil, hoje, comandada por um pensamento conservador, devagar, mais comprometido com o neoliberalismo tucano do que com o reformismo nacionalista petista-dilmista-lulista. Mas, afinal, quem está no poder: o PT ou o PSDB? O oligopólio midiático privado já está com o tucano Aécio Neves. Só não vê quem é cego. 

O site Conversa Afiada, editado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, informou, nessa quarta feira, que a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com o jornalista Franklin Martins, ex-ministro de Imprensa do ex-presidente Lula.

Na pauta, assunto quente: nova lei de mídia para o Brasil.

Trata-se de promover ampla democratização midiática, no país, dominado pelo oligopólio privado, capitaneado por grandes grupos representados por seis poderosas famílias, com destaque para a dos herdeiros de Roberto Marinho, que possuem cerca de 125 associadas em todos os 27 estados da Federação.

Um massacre midiático, como se o Brasil possuísse uma só voz, samba de uma nota só, para quase 200 milhões de brasileiros e brasileiras.

Democracia?

O amplo predomínio do oligopólio midiático privado configura o óbvio: não há democracia verdadeira  no país, porque o contraditório, simplesmente, está banido, seja da televisão, seja dos jornais, das rádios e revistas, salvo na mídia alternativa que se amplia na blogosfera e, no caso das revistas, apenas, a Carta Capital, que se abre para a ampla discussão dos problemas nacionais, com viés anti-oligopolista.

Do ponto de vista cultural, o Brasil virou uma grande fazenda carioca alienada comandada pela programação da Rede Globo.

Fora do Rio ou São Paulo, a cultura existe, sim, e bastante diversificada em sua riqueza regional, mas não aparece, porque as políticas culturais obedecem ao critério meramente comercial, e a invasão do lixo cultural internacional, especialmente, americano, é total.

Tudo comandado pela Globo e satélites, mais outros penduricalhos que ficam disputando as verbas bilionárias para  o setor.

O dinheiro dita a programação vagabunda televisiva.

A TV pública tem que

ampliar o diálogo com

sociedade, mostrando as forças

renovadoras econômicas

que estão em marcha

mudando quantitativa 

e qualitativamente a cara

do Brasil, expressa na menor

taxa de desemprego(4,6%) da

história, fato que a grande mídia 

oligopolizada tenta esconder,

minimizando seu impacto, como

tentou fazer com a redução do

preço da energia, sem explicar

que ela representou

valorização dos salários

Franklin Martins, autor da proposta de Lei de Mídia, que, se aprovada, no Congresso, abriria o leque da riqueza cultural, oportunizando o surgimento dos talentos nacionais em diversas direções, nascidos e potencializados pela comunidade, em sua organização autêntica, está no centro das especulações, depois do encontro com Dilma.

O que diz a grande mídia sobre a Lei de Mídia?

Que ela é um direcionismo ditado pelos que não querem a democracia.

Mas, que democracia?

Logicamente, aquela que os grupos oligopólicos defendem, isto é, democracia para eles, dirigida por eles, nada mais.

O resto representaria, como tem sido a manifestação do oligopólio midiático, tentativa de censurar a mídia.

Discutir a mídia nacional, ou melhor anti-nacional, em prática, representaria, para os donos dessa mídia, censura à liberdade de opinião.

O diabo tem um nome: a lei de mídia, articulada por Franklin Martins.

Dilma decidiu ouvir o diabo.

O que vai ocorrer?

Aceleração do projeto no Congresso, por solicitação do Palácio do Planalto?

A elite política, que tem seus canais, obtidos como troca de favores, no campo das negociações políticas, ao longo da Era Neorepublicana, desde o governo Sarney até o do neoliberal ex-presidente FHC, vai votar a lei de mídia, que visa abrir concorrência com eles?

Sabe-se da existência de uma diversidade de políticos possuidores de meios de comunicação que são repetidores das programações da Rede Globo, do SBT, da Bandeirantes etc.

Lutarão eles contra seus próprios interesses?

Não vai ser mole, mas a sociedade tem que discutir essa questão.

Os novos líderes do Congresso, provavelmente, o senador Renan Calheiros, do PMDB-AL, e o deputado Henrique Eduardo Alves, do PMDB-RN, presidentes futuros do Senado e da Câmara, respectivamente, empenhar-se-ão nessa cruzada, entrando em confronto com a Rede Globo?

Os petistas e os peemedebistas, aliados para o projeto de  reeleger a presidenta Dilma em 2014 enfrentarão essa parada?

Possivelmente, os petistas, que estão com os meios de comunicação atuando oligopolizadamente atravessado na garganta, depois da grande cobertura midiática sobre o julgamento do mensalão, se mostram dispostos ao confronto.

Contudo, essa batalha, certamente, estará perdida, se ficar, apenas, no âmbito do Congresso, se não for mobilizada a sociedade para se manifestar.

Como ocorreria essa grande manifestação?

Não haveria outra alternativa: os canais públicos teriam que se transformar em canais abertos e partirem para políticas alternativas de comunicação.

Nesse sentido, uma tevê pública, como a TV Brasil, hoje, subutilizada por um comando sem energia suficiente para ganhar maiores altitudes, precisaria ser energizada, para levantar grandes discussões políticas e econômicas sobre as transformações quantitativas e qualitativas colocadas em marchas por políticas nacionalistas, radicalmente, atacadas pelo poder midiático privado, comprometido com o oposto disso, visto que é porta-voz do capitalismo especulativo internacional anti-nacionalista.

De que adianta o nacionalismo econômico dilmista-lulista-petista distribuir melhor a renda, ampliar o mercado consumidor interno, elevar a arrecadação, que amplia investimentos, responsáveis por reduzir a taxa de desemprego a 4,6%,  a menor da história, se o poder midiático oligopolizado privado esconde a notícia, recusando-a a vê-la como manchete principal dos noticiários, optando, na base da sabotagem, para colocá-la no pé da página, quase escondendo-a ou eliminando-a?

A realidade objetiva deixou de ser matéria prima do noticiário, que passou a sofrer inversões determinadas por interesses do capital especulativo, francamente, opositor da orientação política nacionalista dilmista.

Ou como disse Lula a Fidel Castro: “As elites não gostam de nós.”

A TV Brasil, por exemplo, canal público, que deveria estar discutindo, amplamente, as políticas nacionalistas, não faz mais do que repetir o que a grande mídia privada anti-nacionalista está fazendo, ou seja, fugindo da discussão.

Falta ali jornalismo de verdade, na linha de respeitar a dualidade característica da própria realidade, como processo dialético de confronto de contrários em constante interatividade transformadora.

O ministro Guido Mantega bateu na mosca: os críticos do governo veem as coisas apenas por um lado , o do custo. Não olham que o trabalhador com salário mais valorizado cria mercado consumidor.

Falta o cumprimento da lei maior do jornalismo para que os dois lados da notícia sejam atendidos e não apenas aquele que tem interessado ideologicamente ao poder midiático oligopolizado que não é e nunca foi neutro.

A TV Brasil precisa ganhar dimensão nacional no horário nobre com canal aberto como os dos oligopólios privados e sair para a concorrência levantando a bandeira do interesse público, algo não cumprido pelo poder midiático.

Para tanto, o melhor nome para o momento, a fim de comandar essa TV pública importante, ora subutilizada, travestida de plumagem tucana, é colocá-la nas mãos daquele que defende a lei de mídia, para oxigenar geral o jornalismo televisivo brasileiro, que simplesmente está uma vergonha escancarada.

Tucanagem na TV Globo se explica.

Mas, na TV Brasil?

Fonte: Independência Sulamericana

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
Esse post foi publicado em Brasil, Dilma, Globo, Manipulação, Marco Regulatório, Midia Venal, Midiacracia, PIG, Política, PSDB, PT e marcado , , , , , , . Guardar link permanente.

3 respostas para Franklin Martins para agitar a TV Brasil

  1. Pingback: Lula defende fortalecimento dos meios de comunicação de esquerda | Midiacrucis's Blog

  2. Icléa Alves Simões disse:

    Ótima indicação. A TV Brasil precisa de uma reformulação gera! Sempre passo por ela,,,passo, em busca de algo interessante.

  3. allan disse:

    Franklin Martins é o nome certo, não só para dirigir a TV Brasil, defender a lei de mídia, como impulsionar a mídia de papel, popular. Apoio incondicionalmente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s