Deputada espanhola em defesa da Hispan TV


Na Espanha a deputada Ascensión de las Heras Ladera questiona a postura do Governo espanhol pela retirada das emissoras iranianas.

David Harris do Comitê Judaico Americanos (AJC) “seguindo de perto” esse assunto e que havia “discutido com os amigos da Espanha”. Harris teve uma entrevista no início de outubro, em Madrid, com o ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel Gaarcía-Margallo.

Ele parabeniza o governo espanhol pela decisão de violar a liberdade de expressão do povo espanhol.

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Querem impor o pensamento hegemônico para invadir, roubar e assassinar em outros países. Insistem com sua propaganda massiva que combatem o ‘terrorismo” e se importam com a população, ao mesmo tempo que impedem que outras nações conheçam o que de fato se passa ali.

Querem manter o monopólio da informação com o lixo que veiculam contaminando as mentes, deformando a história e impedindo a reflexão e o debate.

Por este motivo aqui e em outros países a mídia de qualidade como HispanTV, PressTV e Telesur são sonegadas pelas empresas de comunicação de nosso país, inclusive na TV Pública.

Quem não permite a abertura destes canais aos brasileiros e por qual razão?

Quais os políticos no Congresso Brasileiro corajosamente lutariam para que a Constituição Federal fosse respeitada? Quais teriam a coragem de exigir a abertura destes canais, proporcionando ao povo brasileiro informação de qualidade, que aqui não é produzida mas sonegada? E que as concessões públicas recebidas no período da ditadura e a verba publicitária fosse distribuída para tvs comunitárias em todo o país?

Quais políticos teriam a coragem de observar a programação de baixa qualidade, veiculadas pela mídia comercial imposta pelo Imperialismo Cultural, portanto desnecessária e perniciosa ao nosso povo fosse retirada das grades?

Quando o exercício da política pelos que estão no poder, fartamente pagos, trabalharão pelos interesses da população e não dos interesses de estrangeiros e dos que se dizem brasileiros mas que detém a cidadania corporativa?

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Tudo indica que a guerra midiática contra o Irã não terá fim… Nesta quarta-feira, o Governo espanhol retirou oficialmente da grade da TDT (Televisão Terrestre Digital) o canal iraniano em língua espanhola, HispanTV.

O Ministério da Indústria da Espanha solicitou na última sexta-feira que a Comunidade de Madrid retirasse a HispanTV da grade da TDT.

Esquerda Unida (IU) pediu explicações ao Congresso espanhol sobre a suspensão da emissão de HispanTV por Hispasat.

Mediante uma carta fechada, em 18 de janeiro, a deputada de IU no Congresso dos Deputados de Madrid, Ascensión de las Heras Ladera , se dirigiu ao Governo de Mariano Rajoy para pedir explicações por esta medida que atenta contra a liberdade de expressão nos meios de comunicação.

A nota diz o seguinte:

Nos termos do artigo 185 e seguintes do Regulamento do Congresso de Deputados, a Deputada abaixo-assinada formula a seguinte pergunta dirigida ao Governo.

HISPASAT foi constituída no de 1989 com a missão de converter-se no operador de satélites de referência para os mercados de língua espanhola e portuguesa. Ao longo de seus mais de 20 anos de existência, HISPASAT incorporou continuamente novos satélites de comunicação a sua frota e ampliou a gama de produtos e soluções que presta aos seus clientes, desde serviços audiovisuais até redes de telecomunicações, Internet e serviços de multimídia, convertendo-se em um operador global de satélites com cobertura e serviços de qualidade na Europa, América, Canadá e Norte da África.

No capital social da HISPASAT estão presentes empresas muito conhecidas, como os operadores de telecomunicações (Abertis, Telefônica e Eutelsat) e do setor público espanhol: Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial (INTA), Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI) e Centro para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (CDTI), cujos representantes se sentam no Conselho de Administração.

O Conselho de Administração é presidido por Elena Pisonero, uma economista formada em universidades americanas que trabalhou tanto no setor público como no privado, onde desempenhou distintos postos em  importantes companhias multinacionais como Siemens e KPMG. Foi diretora do Gabinete do vice-presidente Rodrigo Rato e secretária de Estado de Comércio, Turismo e PYMES, além de deputada nacional e porta-voz de Economia do PP no Congresso.

Desde o final de dezembro de 2012, o provedor espanhol de satélite HISPASAT decidiou deixar de prestar serviço aos canais iranianos HispanTV e PressTV. Para isso, HISPASAT ordenou a companhia Overon que interrompa a transmissão dos programas das duas cadeias de televisão HispanTv e PressTV, em língua espanhola e inglesa, respectivamente.

A medida se efetivou logo nos primeiros dias de 2013, o secretário de Estado de Telecomunicações, Victor Calvo-Sotelo, enviou um requerimento à Elena Pisonero, presidenta da HISPASAT, ordenando que retirasse o sinal de ambos os canais iranianos e esta, por sua vez se dirigiou a Alberto Via, diretor geral da Overon, pedindo que a instrução fosse aplicada. Overon é a companhia responsável pelo sinal da rede da HISPASAT, que acatou a ordem após receber a notificação. HispanTV foi registrada oficialmente a Espanha e desenvolve suas atividades sob a legislação audiovisual do país.

Por outro lado, é óbvio que a obrigação de toda empresa que investiu o dinheiro dos espanhóis é aumentar a rentabilidade e sua eficiência, e pelo que indica era o que menos os diretores da HISPASAT se preocupavam quando tomaram a decisão. Ou seja, seguindo as diretrizes governamentais a operadora se dedica a perder clientes. Dito de outra forma, a atitude tomada pela direção da HISPASAT e daqueles de quem recebeu ordens é, no mínimo, um insulto a todos os que defendem nossa capacidade industrial e autonomia econômica.

HISPASAT é parte da propriedade de Eutelsat, cujo diretor geral, o franco-israelense Michel de Rosen, foi responsabilizado pelo recente ataque contra os meios de comunicação iraniano na Europa. PressTv contatou a HISPASAT e o escritório da chefe de política exterior da UE para obter uma resposta, mas não conseguiu.

Calvo-Sotelo ressaltou em seu requerimento que Ezzatollah Zarghami, presidente do entidade que agrupa as emissoras de tv do Irã, foi incluído na lista negra dos responsáveis iranianos elaborados pela União Européia. Em consequência disto aplicou a legislação comunitária que “proíbe colocar a sua disposição recursos financeiros e deve interpretar de forma ampla (…)”.  “(…) portanto, a capacidade satelital que permite transmitir serviços de televisão (…)” deve ser incluída.

A decisão foi imediatamente criticada por Teheran, através do diretor do serviço externo da televisão iraniana, Mohamad Sarafraz, quem anunciou “medidas legais”e lamentou que o Governo espanhol nem a HISPASAT tenham dado uma explicação oficial. Dos EUA associações judaicas elogiaram a iniciativa do Governo Espanhol. Já a UE assegurou que as sanções ao Irã não se devem aplicar aos meios de comunicação do Irã.

Os advogados das emissoras iranianas consideram que a interpretação feita por Calvo-Sotelo é abusiva.

“Vai além das medidas restritivas adotadas pela UE e uma violação da liberdade de expressão”,

assinala uma fonte oficial iraniana. Por essa razão, segundo anunciaram, processarão o Governo espanhol. HispanTV pode ser vista na TDT de Madrid por um canal de baixa frequência que alugaram.

David Harris, diretor executivo do Comitê Judeu Americano (AJC, segundo suas iniciais inglesas) emitiu um comunicado celebrando a iniciativa do Governo espanhol e dando a entender que havia sugerido.

“Este é um marco nos esforços generalizados para conter o desafiador Governo de Teheran”

,afirmou. Precisou que há meses vinha “seguindo de perto” esse assunto e que havia “discutido com os amigos da Espanha”. Harris teve uma entrevista no início de outubro, em Madrid, com o ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel Gaarcía-Margallo.

o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, inaugurou oficialmente a HispanTV em 31 de janeiro de 2012, pronunciou algumas palavras em espanhol, dirigidas à América Latina e apresentou a cadeia com uma arma de luta ideológica.

Por que razão nos primeiros dias de 2013, o secretário de Estado de Telecomunicações, Víctor Calvo-Sotelo, deu instruções a Elena Pisonero, presidenta de HISPASAT, ordenando que retirasse o sinal dos canais iraniano HispanTv e PressTV?

De quem recebeu instruções Victor Calvo-Sotelo, secretário de Estado de Telecomunicações, para utilizar o critério da Lei comunitária às emissoras iranianas aos que estão na lista negra da UE e assim privar a HispanTV e a PressTV de capacidade satelital que permite transmitir serviços de televisão?

Por que razão a direção da HISPASAT,  no qual participa o setor público espanhol, prescinde de sua obrigação de aumentar sua rentabilidade e eficiência e se dedica a retirar clientes que foram registrados oficialmente na Espanha e desenvolvem suas atividades sob as leis de audiovisual do país?

Considera o Governo que com estes fatos violaram a liberdade de expressão?

Na reunião que ocorreu em outubro de 2012 entre Davis Harris, diretor executivo do Comitê Judeu Americano (AJC) e o ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo  se tratou do assunto das emissoras HispanTV e PressTV?

Em caso afirmativo, recebeu o ministro de Assuntos Exteriores, José Manuel García-Margallo indicações de David Harris sobre a conveniência de privar de sinal de satélite as emissoras HispanTV e PressTV?

Considera o Governo que ações deste tipo não prejudicariam as relações bilaterais e comerciais entre Espanha e Irã?

Palacio del Congreso de los Diputados

Madrid, 18 de enero de 2013

Ascensión de las Heras Ladera

Diputada de IU

me/ybm/hnb

Fonte: HispanTV 

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