Bravo Guerreiro!


“Eu amo o que quer criar algo melhor que si mesmo e dessa arte sucumbe”

Assim falava Zaratustra

Personagem de Mário Lago:

” ele, o povo, é só frágil. Frágil demais para suportar a imagem da própria miséria. Temos que conduzi-lo ao conforto sem deixá-lo saber a profundidade do mar que atravessa. Os operários estão sempre reivindicando mas esquecem que se as indústrias fecharem não haverá mais operários.

A economia tem suas leis muito mais duras do que essas Leis Humanitárias”

Personagem de Pereio:

“As palavras destroem a fortaleza do poder. A pedra é bem mais dura do que a voz do homem bem intencionado.

O punho fechado ainda que erguido não amedronta quem não está ao seu alcance. 

Os inimigos se combatem com as armas que eles mesmos usam e se possível pelas costas. Porque eles não tem pudor nenhum em lançar a víbora em meio aos nossos rebanhos nem esmagar nossos anseios sob as patas de seus cavalos.

Por que iremos nós dar sempre a outra face até que eles se cansem de bater, já que nós nunca cansamos de apanhar?

Contra a lança não há melhor escudo que outra lança e se essa lança é o Poder é com o Poder que temos que feri-lo.”

(…)

Pergunta aos operários ( o povo)

“Quem se reconhece no Poder?” (congresso)

Silêncio.

Ninguém se reconhece e no entanto, é do povo que ele emana. Em nome do povo ele é exercido contra esse mesmo povo. Porque se assim não fosse pelos menos um de vocês teria dito: “EU”!

mas não! O poder é um fruto proibido, simplesmente porque ele não é nosso!

Nosso projeto não fere o interesse dos políticos, são os patrões que ele fere, pois até das migalhas eles são avaros. Como são avaros os patrões dos patrões que existem embora se escondam ou deixem aos outros a sorte das tarefas de mentir, de roubar, de enganar!

Eu me recusei a essas tarefas, eu tomei a palavra em nome de vocês, pois achava que uma voz mesmo que fraca, rouca é maior que todos  os silêncios (…) Outros há, os que  ergueram suas vozes contra os poderosos…mas eram poucos!

E mesmo que não fossem…como esquecer que o que fazemos é pregar uma boa vontade que nunca demonstram, uma solidariedade que nunca tiveram. Eles, tudo que dão lhes falta e nunca darão o que você precisa e permitem que eu defenda sua causa porque sabe que enquanto tiver alguém pedindo, você, você ou você terão esperança de receber.

Eu me pergunto então:

“se não é esse o meu falar que está impedindo que você ouça o próprio silêncio?”

A carne ofendida se não grita, não se dá como ofendida. O insulto recebido em silêncio pode parecer verdade e este silêncio é a origem de todos os males.

Não quero ser pela minha palavra cúmplice do silêncio de vocês!

Eu digo que nada, nada poderá nascer de mim e daqueles que como eu que estão a reclamar penas que não tiveram, ofensas suspeitadas e humilhações desconhecidas.

Cada um de nós é prisioneiro de seu próprio destino mas dele também é seu senhor!

Por isso mesmo, ninguém tem o direito de transferir ao outro a tarefa de mudá-lo.

Alguém foi pago (se referindo  a um infiltrado na reunião que havia se manifestado no início) para vir aqui como um dos nossos para convencê-los de que a luta em vez de ser a nossa salvação é a nossa morte. Eu digo em resposta que só a luta salva. Só a coragem, até a mesmo a coragem de morrer é que fazem um homem e o que o seu silêncio, suas capitulações fazem dele escravo.

Que nenhum de nós deixe de ter olhar feroz…

Dilma_Jb_funeral_Niemeyer

…e desesperado dos que fazem da vida um combate mortal!

Tomemos todos os riscos e vamos a cada minuto decisivo que não há outra maneira de se ganhar em combate!

Os poderosos dominam o mundo, se o mundo lhes pertence, que lhes pertença também as dores do mundo. Se eles só entendem a linguagem dos interesses usemos esta linguagem; se são nossos braços que servem para fazer armas com que somos feridos, se é com a força do dinheiro que nos ameaçam, cruzemos nossos braços e vejamos o que fazem!

De quem se nutre o poder senão de nós mesmos? Sem os nossos braços que sustentem esse castelo…desaba! Por que então compactuar?

Greve! Greve! Greve!

Filme de 1968 Bravo Guerreiro  link no final

Direção: Gustavo Dahl, 1969 Brasil.
Miguel Horta, jovem deputado da oposição, decide mudar de partido para se infiltrar no governo por julgar que só dentro do poder é que poderia fazer alguma coisa pela causa pública. Um dia recebe em casa a visita de um cabo eleitoral dizendo que pelêgos estão tentando derrubar a diretoria do sindicato, tendo por motivo um projeto de lei de sua autoria. Apesar dos apelos de Clara, sua mulher, Miguel vai para o sindicato, onde os trabalhadores estão reunidos em assembléia geral.
Elenco;
Paulo César Peréio
Mário Lago
Ítalo Rossi
Maria Lúcia Dahl
César Ladeira
Paulo Gracindo
Joseph Guerreiro
Antônio Victor
Angelito Mello
Isabella
David Drew Zingg
Hugo Carvana
Carlos Vereza
Cecil Thiré
Paulo Porto

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
Esse post foi publicado em América Latina, AP470, Brasil, CIA, Cidadania, Comunicação, Dilma, Ditadura, Economia, Eleição, Julgamento, latifundiários, Manipulação, Marco Regulatório, Midia Venal, PIG, Política, Privataria Tucana, SIP, Soberania e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

5 respostas para Bravo Guerreiro!

  1. BELÍSSIMO… VOU DORMIR EM PAZ… ESTOU FAZENDO A MINHA PARTE, DOA A QUEM DOER…

  2. Pingback: Bravo Guerreiro! | O LADO ESCURO DA LUA

  3. Por isso, pela coragem,audácia e fortaleza, que a nossa presidenta é muito admirada…e o povo sabe dos vendidos e podres poderosos, mesmo que estejam sob a capa do batman!

  4. marinildac disse:

    que eternidade…

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