Com a palavra a mãe de Assange e a mídia venal


Christine Assange, mãe do fundador do Wikileaks, concedeu uma entrevista exclusiva à Eva Golinger, onde foram abordados os detalhes do caso de Julian Assange, que se encontra na embaixada equatoriana em Londres aguardando que seu futuro seja resolvido.

Fonte: RT-Notícias encontrará o vídeo e o texto em espanhol

Todos, nós, conhecemos Wikileaks e os documentos que tem revelado as manobras sujas da diplomacia estadunidense em nível mundial e sua política quanto à segurança e defesa de sua nação e os efeitos que isso tem em outros países. Também conhecemos o processo contra o fundador, Julian Assange, que está preso há mais de um ano e meio e com a possibilidade de ser extraditado para os EUA, onde poderá ser julgado por graves crimes, o que poderá receber a pena de morte. Hoje estamos muito felizes por termos a mãe de Julian Assange, Christine Assange, em Quito, Equador. Agradecemos sua presença. Muito obrigada, Christine por estar aqui conosco, hoje.

Eva Golinger (EG): Como se sente pelo trabalho que seu filho Julian Assange fez e as conseqüências que isto trouxe?

Christine Assange (CA): Quando lançou o Wikileaks, no início de tudo, me disse que estava fazendo algo para ajudar as pessoas que vivem em regimes repressivos para que conheçam a verdade dos abusos que se cometem em seus países. Durante quatro anos esteve trabalhando nisto e nunca ocorreu nenhuma ameaça. Mas quando os documentos secretos dos EUA chegaram aos filtros do Wikilieaks a situação mudou. Por alguma razão começaram a aparecer publicações de documentos de diferentes países em que os EUA estavam implicados e a situação começou a se converter em ameaçadora. Desta forma tenho duas reações. Como mãe, preferi que nunca tivesse feito isso (wikileaks), mas como cidadã, analisando tudo que o Wikileaks fez: o fato de tornar transparente para o mundo os abusos de corrupção, os seqüestros, expedientes, torturas, a informação vinculada com as maiores instituições financeiras, com certeza dou total apoio ao meu filho. Porque o que fez, é aproximar o mundo da verdade, e agora com esta verdade os países podem trabalhar em direção à democracia.

EV- Acredita que valeu a pena tanto risco?

CA – Ele é o único que tem direito a tomar decisões sobre sua própria vida e me disse que havia valido a pena. Por toda a História, Eva, tivemos pessoas inteligentes que lutaram pela humanidade. Nelson Mandela, por exemplo, esteve preso por 25 anos, Aung San Suu Kyi viveu em prisão domiciliar em torno de 18 anos, Martin Luther King etc. A lista de pessoas que arriscaram sua própria vida e segurança pelos outros, é muito grande.

EG: Pode nos falar um pouco sobre seu filho, Julian Assange? Quem é Julian Assange?

CA – Não é o que a mídia conta dele. É uma pessoa simples no seu cotidiano, não é materialista. Wikileaks não é uma organização comercial e ofereceu a Julian um modo de vida modesto. Não tinha nenhum objetivo de criar um impacto financeiro, como dizem muitos. É uma pessoa tímida. Na mídia, sobretudo a estadunidense, pode existir outra imagem porque eles querem acabar com o Wikileaks. Estar diante das câmeras não é o seu ponto forte e se o conhecessem pessoalmente veriam que é diferente na vida real, mais relaxado, tem um grande sendo de humor, sorridente… Que mais posso dizer!

EG – Em algum momento de sua vida, de sua adolescência, quando era já um jovem adulto, acreditava que poderia ser o que é hoje?

CA – Não, ele queria ser físico. Queria descobrir a fonte do universo. Acredito que o que faz, é algo parecido, pois é também uma forma de encontrar a verdade, seja a verdade científica ou filosófica. Era uma criança de inteligência incomum e suas perguntas sempre eram profundas. É uma pessoa criativa. Quando tinha cinco anos já tocava harmônica de forma muito natural. Escreve maravilhosamente bem. Decidiu dirigir sua energia ao Wikileaks que é basicamente o jornalismo combinado com a internet. É um bom pai. E foi pai muito jovem. Muitas pessoas não se dão conta mas é muito importante, o fato de que, quando a mãe de seu filho não pode dedicar-se aos cuidados de meu neto, foi Julian quem ocupou esse lugar e foi pai solteiro durante muitos anos desde os 18meses de seu filho. Deixou seus estudos e carreira para tomar conta de meu neto até que atingisse a idade escolar.

EG – Acredita que a vida de Julian corre perigo?

CA – Com certeza. Desde o início os políticos e os locutores da televisão estadunidenses, instigavam assassiná-lo das formas mais brutais. Parecia que não se importavam em como expressar seus sentimentos, exortando as formas mais brutais de homicídio, incitavam o assassinato de meu filho. Durante as últimas duas semanas um apresentador da cadeia Fox instigou a morte de meu filho. É o que querem fazer com uma pessoa que não infringiu nenhuma lei, fez apenas o que qualquer jornalista investigador realizaria em seu lugar, simplesmente revelar a verdade ao público. Eu estou entre a indignação e o medo. Demorei dois anos para conseguir equilibrar minhas emoções e ser efetiva como advogada para comunicar a verdade sobre o caso de Julian. No início sofri dores de estômago e outras coisas próprias do estresse crônico. Mas agora aprendi a equilibrar minhas emoções.

EG – Agora, está aqui no Equador, onde se reuniu com o embaixador e com o presidente. Está aqui para reforçar a solicitação de asilo político ao seu filho?

CA – Sim, o Ministério de Assuntos Exteriores me convidou para que eu possa contar o que sei, como por exemplo, as condições na Austrália e como o governo o abandonou. Por desgraça, para Austrália, temos uma ministra que, na realidade, é uma marionete dos EUA. 75% dos australianos não estão contentes com ela. O presidente Correa disse que a América do Sul era o quintal dos EUA e que os sul-americanos não gostavam disso. Assim os EUA se dirigiram à Austrália e ao Pacífico para criar um novo quintal. Dos “cables” do Wikileaks sabemos que em 2009 o primeiro ministro da Austrália foi obrigado pelos EUA a assumir a responsabilidade pelo assunto.

Por coincidência ou não, ocorreram ao mesmo tempo as investigações suecas sobre Julian e as publicações do New Iraq War Diaries e New Iraq warlogs, quando Julian esteve na Suécia. Foi uma “bolinha” política que foi parar no meu país. O primeiro ministro foi deposto. As pessoas estavam contentes mas nada podia ser feito. Os “cables” revelaram que ela recebeu ajuda por parte dos chamados “homens sem rosto”, entre os quais se encontrava o ex-senador Mark Ardib, que foi demonstrado a partir de um “cable” do Wikileaks que era um informante do governo estadunidense. Membros da União me contaram que quando funcionários da União começaram a “aparecer”, foram abordados por funcionários da embaixada dos EUA, que perguntavam se “queriam estudar nos EUA”, e os jornalistas também me disseram que este tipo de histórias também ocorria com seus colegas.

Emails ameaçadores destas agências privadas globais de segurança que foram publicados pelo Wikileaks, revelaram que havia, entre eles, jornalistas, bem como diplomatas e outros funcionários do Governo. Enquanto conversamos, no parlamento do meu país são tramitadas legislações que irão contra os direitos civis dos cidadãos australianos, contra a agricultura da Austrália, dos negócios australianos e que beneficiam aos interesses dos negócios estadunidenses.

Você deve saber, que recentemente, os EUA instalaram bases militares em solo australiano. Desde o princípio a primeira ministra condenou meu filho, através dos meios de comunicação, antecipando-se ao processo, que é algo sem precedentes na Austrália, comentar um caso antes do julgamento, colocando em perigo seus direitos de princípio de inocência assegurado o que ele fazia era ilegal, além do mais, ela se justificava perante o governo estadunidense ao dar essas declarações.

Apesar de que umas semanas depois, a Polícia Federal da Austrália confirmou que Julian não havia infringido nenhuma lei australiana, e o Departamento do Tesouro dos EUA, havia negado bloquear o Wikileaks, devido ao fato de não ter encontrado nada que confirmasse delito. A primeira ministra da Austrália, Julia Gillard, continuou desafiando meu filho através da mídia, inclusive destituindo o Procurador Geral e o ministro de Relações Exteriores, este foi o primeiro ministro deposto, seu sucessor também foi deposto e colocou uma pessoa bastante “pró-EUA”, que diz que Julian é um imoral e, a atual Procuradora Geral escreve aos constituintes australianos que pediram explicações, dizendo que Julian é temerário, potencialmente perigoso etc etc. Desta forma, eles tem difamado abertamente Julian, sem ter nenhuma base real, além de estarem fazendo comentários que são totalmente errados, e eles sabem disso. Por exemplo, que a Procuradora Geral assegurou na televisão nacional que Julian tinha fugido para a Suécia, apesar de que ela bem sabia que Julian não havia feito isso, porque eu enviei um email com a informação entregue por um advogado ao Parlamento, mais exatamente por três advogados e um diplomata um ano antes, quando Julian pediu para ser entrevistado na Suécia e foi negado, e desde então reiterou o pedido várias vezes e novamente negaram.

CA – Acredita que o governo australiano realmente poderia extraditar seu filho aos EUA?

CA – Totalmente, Eva, e mais, há provas de que seria assim. Justamente antes da visita do presidente dos EUA à Austrália, os jornalistas pediram ao embaixador do Reino Unido na Austrália, Jeffrey Bleich, que se referira a uma possível extradição de solo australiano, e sua resposta foi que a Austrália teria que (re) considerar suas “obrigações de extradição”.

Três meses depois a Lei de Extradição foi reformulada, e pela primeira vez, os cidadãos australianos podem ser extraditados por ofensas menores. Antes havia uma proteção contra a extradição em caso de pena de morte, havia proteção contra a extradição com fins políticos, isto foi delegado ao critério da Procuradora Geral o que implica que qualquer proteção por ofensas políticas, com a advertência anterior, tem a palavra “terrorista” implícita. Isto é algo que preocupa sobremaneira, levando em conta que os EUA vem “etiquetando” seus próprios cidadãos como terroristas de baixo nível. E devemos levar em conta que os EUA estão entre os primeiros cinco países do mundo que mais executam seus próprios cidadãos, e que tem aumentado desde 1997, ano/ ano, como 98 por ano, isto é algo muito preocupante, porque estas medidas foram tomadas imediatamente, antes da decisão da Suprema Corte do Reino Unido, onde se o tribunal tivesse aceitado apelação de Julian, ele já teria regressado para sua casa.

Além disso, o advogado de Julian escreveu à primeira-ministra australiana, à Procuradoria Geral e ao Ministro de Relações Exteriores, petições bastante razoáveis de representação ao Governo da Austrália, e todas as petições foram negadas. São petições muito razoáveis, Julian está sob fiança por quase dois anos, não infringiu nenhuma das condições de fiança.

Mas se Julian aceita ir à Suécia, seu advogado pediria ao Governo da Austrália, para que este, por sua vez, peça ao governo sueco que concedam a ele a fiança, mais isso eles não fariam. Ele iria diretamente à prisão, de forma imediata e sem requerimentos.

EG – O processo contra seu filho, a investigação que ocorre na Suécia, acredita que é uma farsa?

CA – Com certeza, se alguém quer ver os fatos, eu posso explicar alguns dos fatores agora ou dar ainda que seja uma indicação, dar as pessoas alguns dados para que elas possam seguir o caso, fatores políticos, influências geopolíticas ou os dados cronológicos da investigação na Suécia, posso mostrar alguns dos fatos que vai deixar a todos boquiabertos.

Por exemplo, Julian nunca em sua vida havia recebido acusações de abuso sexual de nenhum tipo, e de repente aparecem estes dois, justo quando está revelando documentos sobre os EUA. Nenhuma das mulheres era colaboradora de Wikileaks, uma das mulheres o convidou a conversar e logo em seguida, para sua casa; a outra mulher o conheceu após uma conferência que ele dava. A mulher cujo nome corresponde às iniciais A.A. levou a Delegacia da Mulher, a mulher com iniciais S.W. E ali foi entrevistada durante horas. A mulher S.W. após a entrevista diz estar muito chateada e que os policiais iriam alegar que deveria iniciar uma investigação por estupro, além de não terem concluído a entrevista até hoje, não assinaram a declaração.

Depois de 24 horas, o policial encarregado anunciou que não haviam provas para iniciar uma investigação por estupro. Em seguida, foi novamente iniciada a investigação e se apresentou um recurso contra a declaração do policial, feita por um advogado político, Claes Borgström, que se dedica unicamente aos casos de estupro, em companhia de seu sócio Thomas Bodström. A mulher A.A. apresenta em seguida uma nova prova para a apelação, um preservativo que, segundo ela, havia sido usado por Julian, mas os estudos forenses demonstraram que o preservativo não continha o DNA nem de Julian, nem de A.A.

Agora o que ocorre é que os advogados, a policia que investiga o caso e a mulher S.S. pertencem ao mesmo partido político, e os quatro trabalham juntos nas eleições do Partido Social Democrata um mês antes, da apresentação das acusações sexuais. Assim que, estes são somente dois ou três, entre uns noventa fatos que reuni. Julian não foi avisado da apelação, por isto não pode responder, e assim tem sido uma coisa após outra.

EG – Bem, Christine seu filho tem sido acusado falsamente talvez na Suécia por crimes que não cometeu. Está detido durante mais de um ano e meio em Londres e possivelmente enfrente uma extradição para os EUA. Como se sente como mãe, pelo fato de que seu filho esteja enfrentando tanto perigo? O que você acha que pode acontecer se ele for extraditado aos EUA?

CA – Todos sabemos o que ocorre com o soldado Bradley Manning, que foi submetido a tratamento cruel e desumano. As torturas que tem aplicado são qualificadas de desumanas. Conversei com um ex-presidiário de Guantánamo que é australiano, David Hicks, que passou seis anos lá. O presidente Obama prometeu fechar a prisão mas não cumpriu sua promessa. David contou a todos como o trataram no campo de concentração de Guantánamo. E é isso que podemos esperar para Julian, senão o pior, porque David é uma importante. O venderam por 5.000 dólares acusado de “terrorismo” pelos EUA.

David esteve preso durante cinco anos e meio em um contêiner de metal sem calefação, obrigado a dormir no chão com seus próprios excrementos, o drogavam e em seguida o submetiam a abusos psicológicos. Quando se queixava das torturas ou dos abusos, o castigavam. Inclusive quando um alto representante australiano o visitou para saber como estava e ele contou sobre os abusos, também o castigaram. Isto é o que ocorreu com esta pessoa. Por isso estou preocupada por meu filho, pelo que pode acontecer a ele.

EG – Christine, você está aqui no Equador para apoiar a solicitação de asilo político de seu filho, você teve uma entrevista como ministro de Relações Exteriores e com o Presidente Rafael Correa, acredita que receberá asilo político no Equador?

CA – Eu não posso dizer nada a esse respeito, a única coisa que posso dizer é que estou impressionada pelo nível de inteligência e de conhecimento que tem o ministro de Relações Exteriores e o presidente, da mesma forma que os outros ministros no que se refere a este caso, é muito maior que o demonstrado pelo governo de meu país ou o que fazem com que o povo acredite. Aqui todos foram muito cordiais e me sinto muito confiante, rodeada por pessoas muito amáveis, sinto que a preocupação que tem por Assange é sincera. Expressaram que acreditam que este é um caso político e que é uma desgraça a forma com que abusam da Lei, assim como dos Direitos Humanos e legais de meu filho. Vão trabalhar intensamente a cada dia para tomar uma decisão consciente e estão em busca da verdade e isso é tudo o que posso pedir neste momento.

EG – Como se sente como mãe, ao darem asilo político ao seu filho, num país tão distante do seu?

CA – Não me importaria com isso, é um país maravilhoso. É um país maravilhoso e não digo isso, para cair nas graças do governo. Suas montanhas, seus edifícios históricos, a tradição cultural, os sorrisos sinceros, me sinto em casa, aqui. Acredito que meu filho se sentiria em casa, também. Não é somente o governo que apóia os Direitos Humanos aqui, é o povo que votou pelos Direitos Humanos. E assim que este governo chegou ao poder, deu ao seu povo uma Constituição e se votou de acordo com ela. E o povo votou novamente. Então aqui existe uma democracia participativa. Creio que meu filho se sentiria, aparte a cordialidade do povo, é um país que está trabalhando e alcançando o respeito pelos Direitos Humanos, e a legislação do meio ambiente e meu filho é um amante da natureza. Definitivamente, se sentiria mais em casa, aqui, do que em seu próprio país neste momento, já que se tornou um Estado dos EUA, tanto no sentido cultural, como político e agora militar.

EG – Por último, Christine, qual mensagem passa ao público,  através das várias palestras e entrevistas que está dando pelo mundo?

CA – É muito simples. Simplesmente quero apresentar os fatos. Alguns dos principais meios de comunicação, como o Russia Today tem sido excelentes. Muitos dos meios de comunicação da América do Sul têm sido muito bons. Mas há muitos meios de comunicação, especialmente nos EUA, Austrália, Reino Unido, Suécia são particularmente maus, publicam calúnias e informação política preconcebida que oculta os fatos. E o que ocorre por isso é que quando não podem esconder os fatos, os fatos falam por si mesmos. E a maioria das pessoas fica aterrorizada quando ouvem falar que os países abusam da lei para perseguir alguém que está dizendo a verdade sobre a corrupção. Por isso, quanto mais fatos possamos trazer à luz, mais seguro estará meu filho, porque as pessoas vão apoiá-lo, ainda que os governos não o façam.

EG – Bem, na América Latina, os documentos revelados por Wikileaks foram sumamente úteis para reforçar, reafirmar e demonstrar o que tem sido a ingerência dos EUA nesta região e eu acredito que os povos da América Latina estão muito agradecidos pelo trabalho que foi feito por Julian Assange através do Wikileaks.

CA – Também estou agradecida a eles, recebi muitas cartas da América Latina que apóiam meu filho. E não tinha visto nada igual como a cordial hospitalidade dos equatorianos, muito mais do que recebi de meu próprio governo. Estou muito agradecida pelo seu apoio.

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