Consórcios para construção de cabos submarinos saem em agosto


Até o final de agosto a Telebras fecha as composições dos consórcios para a construção dos cinco cabos submarinos. A informação foi dada nesta quarta-feira (25) pelo presidente da estatal, Caio Bonilha, após reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, sobre o andamento do projeto.

Pelo projeto, avaliado em R$ 1,8 bilhão, serão construídos cinco cabos óticos submarinos, totalizando 24 mil quilômetros e com início de operação previsto para 2014. O primeiro trecho e o mais importante prevê conectar o Brasil aos Estados Unidos, a partir de Fortaleza (CE). O segundo liga Fortaleza (CE) a Angola. Nesse trecho, de cerca de 6 mil km, o principal parceiro é a Angola Cables e ele pode ser, posteriormente, estendido para os países do Bric.

O terceiro cabo sai também de Fortaleza para Rio de Janeiro e São Paulo. O quarto, sai de São Paulo e de lá para Uruguai e Argentina (posteriormente), com vistas à integração do Anel Sul-americano. O quinto trecho é o que liga Fortaleza a Portugal, na Europa, ainda em consolidação.

Segundo Bonilha, serão constituídos consórcios diferentes para cada cabo, até por divergências de interesse, e a modelagem pode decidir pela implantação de Sociedade de Propósito Específico (SPE). O presidente da Telebras disse que as empresas associadas somente serão conhecidas quando da divulgação dos consórcios, em função de cláusula de confidencialidade. “Tivemos contato com muitas, mas isso não significa que todas elas vão fazer parte do negócio”, ressaltou.

Bonilha disse que a consulta pública sobre o termo de referência de Construção de infraestrutura de Cabos Ópticos Submarinos e Estações de Aterragem, encerrada dia 5 deste mês, trouxe muitas contribuições, a maioria delas de correção e aperfeiçoamento ao projeto, sem grandes alterações da proposta inicial. Após a indicação dos consórcios, serão iniciados os processos de contratação das obras.

Suspensão de vendas de chips

Sobre a suspensão da venda de chips pela TIM, Oi e Claro, estabelecida pela Anatel em função da má qualidade do serviço,  presidente da Telebras disse que a estatal colocou sua rede à disposição das operadoras punidas. “Estamos prontos para ajudar a melhorar a qualidade do serviço móvel”, disse Bonilha. Ele afirmou que está em contato com as empresas, mas nada de concreto foi estabelecido.

Pela punição, que entrou em vigor nesta segunda-feira (23), a TIM não pode vender novas linhas ou ativar serviços em 18 estados e no Distrito Federal. A Oi teve suspenção de comercialização de chips em cinco estados e a Claro, em três. A retomada das vendas depende de aprovação, pela agência, de plano de ação suficiente para assegurar a qualidade do serviço.

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