Ricos em crise decidem copiar Lula e Dilma


MAIS R$ 20 BILHÕES PARA ESTADOS QUE ESQUENTARÃO CONSUMO E PRODUÇÃO CONTRA A CRISE DESATADA PELOS RICOS PRODUZIDA PELA ESPECULAÇÃO SEM REGULAMENTAÇÃO.

A grande mídia está torcendo o nariz diante da bancarrota financeira global ao avaliar a economia brasileira sob comando do PT e aliados, porque os governos dos países ricos, agora, diante do desespero de possível novo mergulho sinistro, levando a Europa de roldão, prometem medidas que Lula tomou em 2008 e Dilma continua incrementando em 2012, ou seja, priorizando a economia real, o consumo para puxar a produção e não a especulação, embora as contradições do sistema capitalista em crise total de realização da lucratividade de base especulativa sem freios nem regulamentações adequadas exijam novas medidas de contrapeso que vão determinando o óbvio: não há regras rígidas, tudo é maleável.

O que foi adotado ontem pode não valer para hoje, como estão sendo os casos das providências adotadas essa semana pela presidenta diante da volatilidade total do dólar, ameaçado pelos perigos que decorrerão de novas expansões monetárias prometidas pelos europeus e americanos, para salvar o euro, se a Grécia sair da União Européia e detonar corridas bancárias, como aconteceu na Espanha semana passada.

O pragmatismo econômico e político dilmista não está escrito nos livros de economia, porque o que esses livros recomendam, se forem seguidas tais recomendações, deixou de ser útil, negando, por isso mesmo, a máxima capitalista ancoarada na ideologia utilitarista em que a utilidade é a deusa da realidade.

Lula, primeiro, e Dilma, hoje, estão salvando o capitalismo, garantindo consumo, agora, certamente, aproveitando a onda de dinheiro barato disponível, afrouxando controles, que, evidentemente, poderão ser apertados mais adiante, dependendo das circunstâncias, já que o mundo está sob o embalo da pregação de Hegel:

“Tudo muda, só não muda a lei do movimento, segundo a qual tudo muda”.

O jogo é apertar e afrouxar os cintos, em sintonia fina, e seja o que Deus quiser. Fundamentalmente, o que deve ser abandonado é prática histórica das elites tupinquins de seguir conselho dos outros que não serve para os brasileiros.

O complexo de inferioridade

tupiniquim das elites…

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, em jantar indigesto com os banqueiros britânicos, nessa quinta feira, temeroso quanto ao resultado das eleições gregas, no domingo, e suas possíveis repercussões catastróficas sobre a economia mundial, especialmente, se a Grécia sair do euro e a moeda europeia entrar em parafuso, disse, com todas as letras, que não vai faltar dinheiro para irrigar o sistema financeiro, mas que o dinheiro público destinado aos bancos terá que ser canalizado para “financiamento barato para empréstimos”.

O que é isso?

Exatamente a decisão que o ex-presidente Lula tomou, em 2008, quando a bancarrota financeira explodiu, com a falência do Banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos, espalhando o horror financeiro e econômico em escala global, promovendo, em escala exponencial, novo crash global, superir ao de 1929, em muitas polegadas, desestruturando a produção e o consumo.

Enquanto os governos dos países ricos, americano e europeu, jogaram barbaridade de dinheiro público nos cofres dos banqueiros, ameaçados de quebradeira, esquecendo-se de contrabalancear essa oferta monetária com a economia real, fomentando a produção e o consumo, simultaneamente, o governo brasileiro fez o contrário.

Lula, primeiro, convocou os banqueiros privados, para cerrarem fileiras junto aos bancos estatais – Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES – , para sustentarem a oferta de crédito ao consumo.

não deixa ela perceber que

o governo brasileiro…

O líder político popular saiu às ruas conclamando as massas a consumirem, explicando, didaticamente, que, se elas fizessem o contrário, ou seja, parassem de consumir, os empregos acabariam e, com eles, os salários, a renda, a arrecadação governamental e os investimentos públicos.

Enfim, o pior dos mundos.

O povo entendeu o recado.

Mas, os banqueiros privados fugiram da raia.

Preferiram continuar ganhando dinheiro na mamata, sem fazer força, comprando títulos do governo, cujo rendimento, na base da selic absurda, sustentariam suas taxas de lucro estratosféricas.

Ou seja, crime especulativo de lesa pátria foi a resposta da bancocracia ao apelo governamental.

O Brasil, de submergente, ergueu-se, de repente, a emergente, e os países ricos, cujos governos optaram por salvar, apenas, os banqueiros, entraram no viéz oposto, de emergente consolidados, passaram a ser submergentes, perigosamente, caminnhando para a bancarrota recessiva e politicamente explosiva.

de orientação popular está

dando lição aos ricos, 

Em  2012, os ricos, a caminho do empobrecimento relativo, estão em situação muito pior, porque colheram o que plantaram, isto é, a desgraça econômica.

Os governos ricos, rendidos ao Banco Central Europeu, ao FED,  ao FMI e credores, que eles salvaram, endividando-se, adicionalmente, partiram para o arrocho fiscal, impedindo fomento à produção e ao consumo, em vez de dar tratamento adequado aos agentes econômicos responsáveis pela criação dos empregos, da renda, do consumo, das arrecadações e dos investimentos.

Apertaram tanto o pescoço da energia viva da sociedade produtiva que o resultado, agora, é a bancarrota do euro, a descordenação econômica total em toda a Europa e o perigo de países entrarem em parafusos, sob impactos políticos eleitorais, como pode acontecer na Grécia, no próximo domingo.

Obama está tremendo de medo das consequências da bancarrota europeia sobre os Estados Unidos, onde a insensatez global iniciou.

O que fazem, agora, os bancos centrais, diante das mancadas monumentais que cometeram?

Prometem, na base do desespero, fazer o que Lula fez e Dilma está fazendo: irrigar o consumo por meio da garantia dada aos bancos para que estes, como disse o ministro das finanças inglês, realizem “financiamento para empréstimos”.

que apostaram todas as

suas fichas na bancocracia, sem 

Empréstimos, para que, mesmo?

Para os consumidores, pois sem estes não há produção, visto que, dialeticamente,  produção é consumo, consumo é produção.

Os líderes europeus fracassados, tanto que a remoção deles está se dando. paulatinamente, nas urnas, prometem, agora, que não faltará dinheiro para o mercado financeiro, mas o dinheiro que os governos irão emitir estarão, como denotam as explicações de Osborne, carimbados, já que terão que ser “financiamentos para empréstimos”.

Assim como aconteceu, relativamente, à banca privada brasileira, que negou apoio a Lula, na hora H da crise mundial e continua fazendo jogo duro com Dilma, sustentado juros de agiota aos consumidores, igualmente, os bancos privados internacionais empoçaram o dinheiro, em vez de emprestá-lo para dinamizar a produção e o consumo, vale dizer, a economia real.

E o que faz a grande mídia brasileira, diante da disposição da presidenta Dilma Rousseff, de seguir adiante com o apoio ao consumo, enquanto luta por alternativas, completamentares, a fim de impulsionar os investimentos?

cuidar do consumo, bloqueando a produção,

jogando o capitalismo no abismo

O editorial do jornal O Estado de São Paulo, nessa quinta feira, 14, intitulado “Mais confusões de Dilma” é um espetáculo de miopia, porque vai  na contramão justamente das decisões que os governos dos países ricos agora adotam, com atraso em relação ao governo brasileiro, de incentivar o consumo e a produção com empréstimos baratos.

O problema brasileiro não é o estresse do consumo, mas do perigo de o consumo ser detonado pela insensatez do sistma financeiro que cobra os juros mais altos do mundo, matando a galinha dos ovos de ouro, que são os consumidores.

O que falta, portanto, ao governo Dilma é fazer o mesmo que os governos dos países ricos fizeram, ou seja, derrubar os juros, na casa dos zero ou negativo, para que, sem poder ganhar na selic, os banqueiros tenham como fonte de rentabilidade, apenas, os juros cobrados dos consumidores a custo barato, de tal sorte que se forem mantidos nas alturas em que se encontram morrerão tanto os consumidores como os banqueiros, sem que, dessa vez, o governo salve a bancocracia com novos PROERES.

Os governos ricos deixaram de pagar juros e agora ampliarão a oferta monetária para salvar a Europa, desde que o dinheiro que emitirá o Banco Central Europeu – e também os bancos centrais japonês e americano – se destine, como ressaltou o ministro inglês Osborne, para “financiamento a empréstimos” a custo muito baixo, para não espantar o consumidor, que, endividado, encontra-se retraído, com medo de sucumbir-se.

Fonte: Independência SulAmericana

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