Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma


A grande mídia brasileira dominada por meia dúzia de famílias que atuam de forma oligopolizada administrando o noticiário de acordo com seus interesses está perdida como cego em tiroteio. Para a Europa, ela defende como necessária a política de desarme da excessiva austeridade monetária e fiscal pregada e adotada pelo Banco Central Europeu que está levando à rebelião social nas urnas, na França e na Grécia, alastrando-se por toda a Europa, a exemplo do que aconteceu depois da Revolução Francesa de 1789, quando Napoleão saiu derrubando as monarquias absolutistas. O absolutismo agora é neoliberalismo que fracassou e se põe em retirada apressada, porque suas alternativas são suicidas ao visarem a supressão do Estado do Bem Estar Social. Flexibilizar austeridade com doses de desenvolvimento, a fim de evitar a revolução social passa a ser a pregação geral dos editoriais da grande mídia, tanto nacional como internacional. Mas, contraditoriamente, o poder midiático tupiniquim , subdesenvolvido, como revela o editoral do Estado de São Paulo, nessa quarta-feira, intitulado “O BC domesticado”, vai na direção contrária. Condena aqui no Brasil o que passa a apoiar na Europa e, também, nos Estados Unidos, ou seja, o BC que preocupa não apenas com a saúde da moeda, mas , também, com o crescimento da produção e do consumo. Ora, o BC brasileiro, sob o Governo Dilma, passou a exercitar sua tarefa, justamente, nesse sentido, invertendo a mão quanto ao que anteriormente vigorava, isto é, um BC dominado pelo mercado financeiro especulativo, ortodoxo, bancocrático, orientado pela plutocracia da Febraban. Contrariado, o editorialista do jornal paulista, excessivamente, reacionário e, principalmente, alienado, diz que Dilma eliminou o chamado BC independente. Independente de quem? Do governo, é claro, para ser dependente da bancocracia. No momento em que a instituição passa a trabalhar coordenadamente com o Ministério da Fazenda para combinar política fiscal e monetária, visando, simultaneamente, o controle da inflação, a saúde da moeda e o estímulo ao crescimento, que implica em redução da influência dos agiotas na formação da taxa de juros, eis que a grande mídia, subordinada aos banqueiros, entra em cena para defender seus verdadeiros patrões. Ela e os bancos são os principais adversários do Governo Dilma. Querem derrubá-lo. É isso aí. Anti-nacionalismo e anti-patriotismo explícitos.

Acostumado a ver obedecidas

A grande mídia está com saudades do Banco Central subordinado à bancocracia.

O editorial do Estado de São Paulo, nessa quarta feira, é o exemplo acabado dessa nostalgia.

Reclama ele que acabou a autonomia do BC sob o Governo Dilma Rousseff.

A titular do Planalto seria contrária a autonomia da instituição responsável pela administração da moeda, tendo como norte o controle da inflação.

Primeiro, deve ser perguntado: a moeda está sem controle?

Parece que não.

O presidente Alexandre Tombini tem sido o guardião dela, principalmente, nesse momento em que os governos dos países outrora ricos, agora, em crise total, adotam políticas monetárias expansionistas, sobredesvalorizando suas moedas, enquanto baixam juros negativos para dar calotes em suas próprias dívidas públicas.

suas determinações golpistas

Buscam, dessa forma, atacar as moedas dos países concorrentes, sobrevalorizando-as, a fim de tomarem assaltarem seus mercados com os estoques excedentes que se acumulam nas economias ricas, candidatas ao processo deflacionário.

O governo brasileiro foi o primeiro a destacar que os ricos desencaderam guerra monetária, criando fato político global.

Ou seja, a denúncia e as providências, visando proteger o real brasileiro, representaram ações de força e independencia do Banco Central.

Segundo: a inflação, igualmente, está descontrolada?

Também, não.

Tombini está de olho no movimento dos preços, desde que, em agosto do ano passado, passou a diminuir os juros, que, diminuindo a dívida, reduzem o custo financeiro desta, abrindo espaço para que os bancos não reclamem dos riscos de financiá-la, utilizando, como pressão, a defesa dos juros, como sempre acontece.

Se o BC não está desdenhando das duas tarefas que lhe cabe executar, ou seja, a manutenção da saúde da moeda e o controle da inflação, o que está acontecendo que tanto chateia o editorialista do jornal paulista,  tradicional aliado da bancocracia, sempre posicionado a favor dos interesses do capital financeiro especulativo?

pelos governos temerosos das pressões

Certamente, está chateado porque, ao lado dessas duas tarefas fundamentais quanto ao exercício da política monetária, o BC passou a exercitar, também, uma terceira, em parceria com o Ministério da Fazenda, ou seja, a de preocupar-se, também, com o desenvolvimento econômico, ficando de olho no nível das atividades produtivas.

Por isso, o BC deixou de sancionar os mandos e desmandos dos mercados financeiros cujos homens, antes de Dilma assumir o governo, ocupavam postos chaves na instituição que guardava a moeda para usufruto da bancocracia especulativa.

O papel do Banco Central, nos países desenvolvidos – por isso é que eles são desenvolvidos, sim senhor – é o de coordenar controle dos preços e, simultaneamente, manter estimulado o crescimento da economia.

Que adianta manter arrochada a política monetária, enquanto se esquece de que a economia, se não crescer, coloca em risco a própria moeda, que não se sustenta por si mesma, sem o conjunto da economia em funcionamento adequado?

Esse é o papel que exerce o Banco Central dos Estados Unidos, o Banco Central da China, o Banco Central do Japão e o Banco Central Europeu.

São eles guardiães tanto da moeda como das atividades produtivas.

Não são os BCs neutros, mas ativos na tarefa de administrar a moeda sintonizada com as demandas da produção e do consumo, pois, afinal, o capitalismo é fruto, como diz Marx da produção e do consumo, visto que consumo é produção e produção é consumo.

dos especuladores, o poder midiático

O que passou a ocorrer depois da vitória de Francois Hollande, na França?

Seu mote eleitoral vitorioso foi o de que a austeridade, desacompanhada de política de crescimento, é esquizofrenia neoliberal suicida.

Os economicidas tomaram conta do Banco Central Europeu e optaram por matar a galinha dos ovos de ouro, ou seja, os consumdores da Europa, em nome do ajuste fiscal e monetário a qualquer custo, isto é, à custa do crescimento do PIB dos países.

Está dando no que se vê: rebelião social, expressa nas urnas, na França e na Grécia.

O que já anuncia o presidente do Conselho Europeu, o belga Herman van Rompuy, senão a decisão de anunciar que no próximo dia 23 haverá reunião da cúpula européia para discutir a nova situação política continental decorrente da vitória de Hollande?

A dama de ferro alemã la Merkel saiu dando sinalizações apressadas segundo as quais os planos de austeridades não serão alterados.

Caiu na real, depois que sentiu serem infrutíferas suas manifestações feministas com tom dos machismos de outrora.

tenta golpear a presidenta

Não há mais espaço para unilateralismo la Merkel!

O Banco Central Europeu se prepara para flexibilizações necessárias às adequações ao novo quadro político de reação popular às tentativas neoliberais de destruição do Estado do Bem Estar Social.

Não é bom negócio para a Europa a saída da Grécia, em convulsão social, da zona do Euro.

Tal possibilidade, se materializada, animaria outras dissensões, como pode acontecer com a Espanha, sob perigo de grande crise bancária etc.

Francois Hollande é o novo Napoleão francês, desencadeando derrubadas das políticas neoliberais, como ex-grande corso saiu derrubando as monarquias absolutistas depois da Revolução de 1789.

O editorialista do Estado de São Paulo revela-se um tremendo alienado, quando tenta demonizar o Governo Dilma que se esforça para dar um rumo ao Brasil na busca de compatibilizar crescimento com combate à inflação sob orientação de ações combinadas no ambiente da política econômica em que atuam em passos acertados o Banco Central e o Ministério da Fazenda sob a orientação política da presidenta Dilma.

sem perceber que o mundo mudou

Não é disso que a grande mídia brasileira que atua de forma oligopolizada gostaria que tivesse acontecendo.

O ideal para ela é a situação vigente anteriormente em que o Banco Central se encontrava sob coordenação ajustada não pelo governo mas pelo mercado financeiro que ditava os acontecimentos.

Como esse tempo acabou e o governo Dilma se impõe com coragem perante os agiotas que rugem diante da disposição governamental de enquadrá-los, colocando-os onde devem estar, ou seja, sujeitos às determinações governamentais como concessionários que são dos serviços públicos, para estarem a serviço do interesse público e não da especulação jurista, eis que o poder midiático oligopolizado, empregado do capital financeiro especulativo, se sente órfão.

Está saudoso da ditadura jurista – ainda viva com o juro escorchante, indecente e anti-patriótico –  à qual se ajustava gostosa e subordinadamente.

Por Cesar Fonseca do site Independência Sul Americana

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Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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2 respostas para Golpismo midiático-bancocrático ataca Dilma

  1. Leonilda L M amoroso disse:

    A direita desesperada quer dar um golpe na Dilma, mas nós estamos de olho!

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