MOSSAD, BLACKWATER E A CIA LIDERAM AS OPERAÇÕES EM HOMS


Israa Al-Fass

“A crise está no fim” não é mais uma declaração de alívio feita por analistas políticos, quando a crise está realmente próxima de seu fim. Baba Amro agora está sob controle do exército sírio… e por isso grupos armados fugiram através das fronteira libanesa simulando uma retirada “tática”

Tradução Flávio Furtado de Farias 

Fonte: www.almanar.com.ib

Fontes bem informadas disseram ao site Al-Manar que aproximadamente, 700 atiradores árabes e ocidentais se renderam em Baba Amro, acrescentando que “revelações enormes e críticas serão realizadas nos próximos dias… tais como os tipos de armas apreendidas, bem como as táticas militares utilizadas pelos grupos armados, e os lados que supervisionavam as operações”.

As fontes ainda garantiram ao site de notícias que a operação de segurança em Homs vai acabar no máximo em cinco a oito dias.

Por sua vez, o especialista sírio em assuntos estratégicos, Salim Harba apontou que as organizações de grupos armados bem como sua estrutura de comando foram removidas do bairro Baba Amro, com um mínimo de mortes civis e de militares, e que na área concentravam-se principalmente homens armados.

Falando ao site Al-Manar, Harba disse que “os homens armados capturados eram de nacionalidade árabe, inclusive do Golfo, do Iraque e do Líbano… entre eles haviam agentes secretos do Catar e combatentes não-árabes do Afeganistão, Turquia e alguns países europeus, como a França.

“O exército sírio também descobriu túneis e equipamentos”, acrescentou, salientando que “armas israelenses, europeias e americanas avançadas, ainda não testadas em seus países produtores, além de granadas israelenses, binóculos noturnos e sistema de comunicação foram confiscados pelas forças de segurança”.

Harba prosseguiu afirmando que “as estações de comunicação foram estabelecidas na fronteira libanesa para supervisionar as operações militares em Baba Amro, e para garantir o contato entre os comandantes de campo e um escritório de coordenação liderado por membros da informação na capital do Qatar Doha.”

Ele esclareceu que “a fuga de jornalistas britânicos de Homs, através das fronteiras do Líbano-Síria foi o resultado desta coordenação”.

Ao mesmo tempo, o especialista em estratégia sírio revelou que “as estações de comunicação foram operadas por libaneses, alguns dos quais membros do bloco parlamentar do Futuro”, e considerou que “trabalharam para transformar a região de Wadi Khaled em um departamento estratégico para Baba Amro.”

Além disso, Salim Harba revelou ao site Al-Manar que “um escritório de coordenação foi criado em Qatar com patrocínio golfo-americano. O escritório inclui agentes da inteligência americana, francesa e do Golfo, especialmente de Qatar e da Arábia Sáudita, bem como agentes da CIA, Mossa e Blackwater e os membros do Conselho Transitório da Síra”.

“O Qatar também fez acordos com empresas israelenses e americanos para armar os grupos armados, e países do Golfo financiaram os acordos”, acrescentou.

O especialista sírio assinalou que “a importância da operação de segurança em Homs é devida às altas expectativas que os lados regionais e internacionais tinham das gangues armadas em Baba Amro… eles queriam transformar Homs em uma nova Benghazi”.

Indicando que a operação foi executada com elevado profissionalismo e precisão, Harba assegurou que os documentos serão expostos no momento certo.

“A autoridade não revelará tudo o que tem agora… as forças de segurança sírias têm documentos e confissões que poderiam prejudicar todos os que conspiraram contra a Síria, e poderiam trazer alterações na segurança e política, não apenas no plano interno sírio, mas também em nível regional”, assegurou.

No mesmo contexto, Harba considerou que todas as conferências e reuniões a que ele se referia como os “inimigos da Síria” se destinavam a preparar o caminho para uma iniciativa norte-americana sob uma bandeira “humanitária”.

Ele concluiu: “No final, os EUA enviarão para a iniciativa russa, depois que perceberam que os confrontos resultariam em sua derrota, e que o regime sírio ainda é forte o suficiente para lidar com qualquer conspiração.”

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