Exército contrata empresas nacionais para criar sistema contra sabotagens virtuais


O Exército Brasileiro concluiu duas licitações com valor total de pouco mais de R$ 6 milhões, para aquisição de sistemas antivírus e de um simulador de guerra cibernética. Os contratos foram vencidos por duas empresas nacionais, a BluePex, de Campinas, e a Decatron, do Rio de Janeiro. O investimento faz parte da estratégia da corporação para se preparar para eventuais contra-ataques e ameaças cibernéticas.

“Queremos estar com um nível tecnológico bastante avançado até 2015”, explica o general Antonio Santos Guerra, comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEx). “Vamos nos defender, mas também nos preparar para o ataque. O Exército é escudo e também espada”, afirmou.

Segundo o militar, a preferência por tecnologias nacionais tem o objetivo de estimular o crescimento das companhias nacionais de tecnologia da informação (TI) e reduzir a dependência da corporação em relação a fornecedores internacionais. Guerra ressaltou a importância da utilização de tecnologias desenvolvidas por empresas de pequeno porte, em substituição a produtos de grandes empresas.

“A única diferença entre essas empresas é a disponibilidade de capital para ter uma grande estrutura de detecção de vírus. E se a gente não comprar deles (das companhias nacionais), eles serão pequenos sempre”, disse. De acordo com o general, as empresas poderão usar as tecnologias desenvolvidas para a corporação, o que fomentará seu crescimento.

No caso do antivírus, o Exército vai substituir os sistemas da espanhola Panda (comprados em 2010), pelos softweres da AVware, uma empresa da BluePex, que serão instalados nos computadores que compõem a rede da corporação, a EBNet. O contrato de R$ 800 mil também prevê o treinamento de militares nas técnicas de detecção e remoção de ameaças virtuais e a criação de um centro de análise em Brasília.

Com isso, os dados da EBNet não precisarão deixar o ambiente militar para serem avaliados, como ocorria com produtos de outras empresas. “Isso dá segurança ao Exército de que as informações não serão roubadas”, ressalta o presidente da BluePex, Jefferson Penteado.

Para o simulador de guerra cibernética, que permite criar situações fictícias de ataques virtuais a redes de computadores, a Decatron está desenvolvendo por R$ 5,1 milhões um sistema novo que começará a ser instalado até o meio do ano. Com esse sistema, o Exército não terá mais problemas com constantes atualizações dos pacotes de mercado, que exigem o pagamento de licenças para serem renovadas.

O comandante do CCOMGEx informou que até o final do ano podem ocorrer mais quatro pregões, para compra de serviços de perícia e equipamentos para detectar acessos não autorizados a redes de computadores. Também será exigido dos fornecedores que transfiram para a corporação as tecnologias vendidas e as funções desenvolvidas no período do contrato. Com essa medida, o Exército poderá no futuro manter suas estruturas funcionando com pessoal próprio.

Fonte: HoradoPovo

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