EBC realiza Seminário Internacional de Mídias Públicas


Seminário Mídias Públicas - EBC

 

Debate sobre os desafios e as oportunidades para o século XXI

Seminário é uma parceria da EBC com a UnescoSeminário é uma parceria da EBC com a Unesco

A situação da televisão pública no Brasil e os novos desafios surgidos com o fortalecimento das redes sociais, bem como o novo ambiente digital, estão sendo discutidos no Seminário Internacional de Mídias Públicas: Desafios e Oportunidades para o Século XXI, que foi aberto na manhã desta quinta-feira (30) pela diretora – presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Tereza Cruvinel. O representante adjunto da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, e a presidente do Conselho Curador da EBC, Ima Guimarães Vieira participaram da abertura do evento que termina amanhã.

O Seminário está sendo realizado na sede da EBC em Brasília. Pela manhã, o consultor da Unesco, Guilherme Canela, o professor da Universidade Católica do Chile, Valério Fuenzalida, e o professor da UnB e membro do Conselho Curador da EBC, Murilo César Ramos apresentaram análises sobre a mídia pública no século XXI. A ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Helena Chagas, reabriu o debate à tarde, quando comentou a importância de a TV Pública brasileira buscar outras alternativas orçamentárias ficando menos dependente dos recursos da União.

Ela destacou também que a TV Pública precisa estar sempre aberta aos cidadãos, ter um espaço para a produção independente e criar mecanismos institucionais de colaboração, citando a criação do Conselho Curador da EBC. “A TV Pública não existe para fazer uma programação como as demais emissoras, mas ir onde as demais não vão”, disse a ministra. “Tem que ter antenas ligadas para o que a sociedade quer e, principalmente, atender a sociedade desorganizada, que não tem acesso a outros veículos”, emendou.

Lucien Munõz, por sua vez, enfatizou alguns atributos que, no seu entender, são considerados essenciais para os sistemas públicos de comunicação: a independência editorial e financeira; a contribuição de um órgão gestor e autônomo, a prestação de contas à sociedade e a diversidade e equilíbrio na programação. Ele defendeu um marco regulatório atualizado e a formação dos profissionais que atuam na mídia.

Segundo Guilherme Canela, é preciso garantir a boa qualidade da televisão pública. Depois de citar algumas experiências internacionais, disse que o Brasil precisa construir um modelo próprio. “Não é uma comparação com o modelo europeu que vai resolver”, afirmou Canela. Para o professor Valério Fuenzalida, que gravou sua participação do Chile, é necessário pensar os meios públicos a partir de três mudanças tecno-sociais, que possuem grande influência social e cultural nas áreas da comunicação:  a internet e as mudanças geopolíticas,  as redes sociais e a informação na TV Pública  e a TV Pública no ambiente digital.

O professor Murilo Ramos falou sobre as perspectivas futuras para a televisão aberta nos próximos dez anos, principalmente no que diz respeito à segmentação dos meios. De acordo com ele, a TV aberta de serviço público e não comercial deve se preparar para esse mundo sob a perspectiva social.“Como nós vamos pensar a nossa TV Brasil nessa perspectiva? É uma questão de interesse nacional o crescimento da TV como rede aberta, generalista, de serviço publico, mas sem abrir mãos das outras telas. Esse é o desafio”, concluiu.

Tereza Cruvinel chamou a atenção para o fato de o Brasil estar construindo só agora sua emissora pública, ao contrário dos países europeus. Por isso mesmo, na sua avaliação, o Seminário atuará também como aprendizado, mesmo porque emissoras públicas bem sucedidas no exterior estão bem representadas no evento. “Achamos que o seminário é um momento de aprendermos, sem copiar ninguém”, disse. Ressaltou que esses países têm outra situação tecnológica e outras circunstâncias econômicas e globais. “Para construir até aqui o nosso sistema público, nós nos valemos muito das experiências estaduais. Para algumas questões, encontramos a nossa própria receita”, analisou. Achamos que o seminário é um momento de aprendermos, sem copiar ninguém. Particularmente para a EBC, esperamos que esse Seminário traga contribuições a partir das experiências que aqui serão apresentadas para a conclusão do nosso Manual de Jornalismo que está sendo construído de baixo para cima, a partir de uma equipe de profissionais da própria casa”, concluiu.

O Seminário está sendo transmitido ao vivo pelos sites:  www.ebc.com.br e www.tvbrasil.org.br e pelo TV Brasil Internacional.

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Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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