Quando o amor venceu as barreiras…


Que esta criança, esta imagem, nos inunde a mente e  nos guie à Vitória sempre!!
“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar”.
***
“Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.”
***
“Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”
***
 “De nuestros miedos
nacen nuestros corajes

y en nuestras dudas
viven nuestras certezas.
Los sueños anuncian
otra realidad posible
y los delirios otra razón.
En los extravios
nos esperan hallazgos,
porque es preciso perderse
para volver a encontrarse.”

Eduardo Galeano

***

Assim segue Regina, abrindo frentes em seu caminho, doando o tempo e o coração, duas coisas preciosas que temos, em prol do coletivo!

Segue rompendo barreiras imensas da escravidão cravada no DNA, do preconceito, da discriminação, da pobreza, da desiguadade, do apartheid promovido pelos imperialistas.

Segue lutando aqui e lá, pelos irmãos da Palestina chorando suas lágrimas, sentindo sua dor que esta não desigual a sua, que também é a minha e de milhares espalhados pelo planeta.

Venceremos sim, Reginna, Venceremos!

Como disse Galeano no verso acima:

“ainda tem gente canta, tem gente que brinca” 

Somos nós desta TL – você, Tsavkko, Latuff, eu e tantos outros, somos milhões nesta luta diária, enquanto os imperialistas se divertem fazendo seu show pirotécnico assassinando e rapinando os países e mentindo aos incautos.

DO QUILOMBO À GAZA

por Regina Sampaio

Cada um de nós tem sua história pessoal. A minha começa na primeira década  do Sec.XX  quando meu avô saiu de um Quilombo na Bahia e veio para o Rio de Janeiro . Aqui o jovem negro se apaixonou ,casou teve filho e netos com uma  portuguesa de olhos azuis. Foi um casamento bonito e feliz , dos que duram até a morte . Apesar de todo o preconceito racial sofrido que deixou marcas nos filhos e netos.
Um amor que venceu as barreiras de um covarde  preconceito gerou filhos dispostos a lutar pelas injustiças e foi assim , na luta pela liberdade e contra as atrocidades do Regime Militar instaurado pelo golpe de 1964, que meu tio Paulo Vieira Sampaio entrou para a luta armada. E foi por essa luta que ele passou a ser tido como  um “perigoso bandido” segundo a imprensa da época.
Perdi minha mãe muito cedo e graças a isso passei a ser criada por meu tio o “perigoso bandido “ , vivi  parte da infância em diferentes aparelhos , até o dia em fui tirada dos braços do meu tio por agentes da repressão . Lembro do último olhar do meu tio quando o levavam . Depois disso nunca mais o vi . Ele foi um dos mortos pelo Regime Militar. E foi com o estigma do preconceito de ser a sobrinha/filha de um “bandido” que eu cresci.
Nunca esqueci as palavras de meu “onde houver uma injustiça temos que estar lá combatendo”. Assim me tornei ativista da causa pró-Palestina.  Minha principal atividade é divulgar  a dor, o sofrimento e a luta por liberdade e justiça do povo palestino. E foi exatamente pro isso que procurei o Raphael Tsavkko para denunciar uma possível perseguição ideológica contra o ex-jogador do Fluminense e atual  jogador  do Real Madrid Marcelo Vieira.
Marcelo foi o jogador que teve sua página no Facebook cancelada após  postar seu aopio à causa Palestina  durante a celebração do Nakba  . Dois dias depois  veio a convocação para a Seleção Brasileira e o mesmo jogador até então tido como certo entre os convocados ficou de fora da seleção de Mano Menezes. O que gerou grande perplexidade junto a maioria dos jornalistas especializados. Alguns exemplos, do Globoesporte.com e Yahoo Esportes.

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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Uma resposta para Quando o amor venceu as barreiras…

  1. A gente vai contra a corrente e esse sempre é o caminho mais difícil … mas acontece que a corrente é a corrente da injustiça, do imperialismo sem freios , da crueldade humana , da opressão . Então por mais que seja duro que seja , vale a pena nadar contra essa corrente. Vale sempre a pena lutar por causas justas. E é urgente a mobilização contra os mais de 60 anos de apartheid que o povo palestino vem sofrendo . Obrigada companheira por fazer parte dessa luta . Palestina Indestrutível .

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