Blackwater foi detectada em áreas indígenas e plataforma de petróleo


A presença da Blackwater já foi detectada no Brasil, conforme denúncia do general-de-brigada da reserva, Durval Antunes de Andrade Nery. Nada menos que em reservas da Amazônia e plataformas de petróleo no litoral brasileiro. Nery é coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos da Escola Superior de Guerra.

O general Nery revelou ao jornal carioca “O Dia” a existência de agentes da Blackwater em 15 plataformas de petróleo administradas pela Halliburton na costa brasileira. “Tente subir numa plataforma”, desafiou. “Garanto que vamos encontrar os homens da Halliburton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir”. Através da Agência Nacional do Petróleo, ANP, a Halliburton se apossou de grande quantidade de informações sobre a ocorrência do combustível no país.

Quanto à Amazônia, Nery relatou que um coronel comandante de batalha na região da reserva Yanomanmi, em patrulha com mais quatro homens, se deparou com um ancoradouro e um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, no meio da selva”. 10 lanchas e quatro aviões-anfíbios. Indagado quem era, a resposta dada ao militar brasileiro: “Sou oficial das forças especiais dos EUA”.

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CIA treina bandos mercenários para intervir no Oriente Médio

Os mercenários serão usados “dentro ou fora” dos Emirados Árabes e seu treinamento é feito por cerca de 40 ex-membros dos esquadrões de assassinos da CIA, além de ex-integrantes da Legião Estrangeira

Um exército mercenário secreto, com 800 homens, está sendo montado e treinado, nos Emirados Árabes, pelo fundador da notória Blackwater, e agente da CIA, Erik Prince. Segundo documentos obtidos pelo “New York Times”, o objetivo da força mercenária é esmagar “revoltas internas”, isto é, revoltas contra o regime pró-EUA -, e proteger oleodutos. O contrato com Prince, que está atuando sob nova fachada, a “Reflex Responses” – já tida como R2 -, chega a US$ 529 milhões.

Os mercenários serão usados “dentro ou fora” dos Emirados, e seu treinamento está sendo feito por cerca de 40 ex-membros dos esquadrões de assassinos da CIA e de veteranos de unidades de operações especiais ingleses e alemães, além de ex-integrantes da Legião Estrangeira francesa. Ex-militares colombianos e de outras origens compõem o corpo doa tropa mercenária. Um pelotão de mercenários sul-africanos, com larga experiência em sabotagem e golpes, foi chamado para reforçar os legionários.

AGRESSÃO À LÍBIA

A constituição dessa legião mercenária reitera a intervenção dos EUA no Oriente Médio para controlar as áreas de produção – como no Iraque – assim como as receitas da venda do petróleo. Agressão acelerada, agora, com os bombardeios da Otan à Líbia, e que segue latente diante do Irã.

A partir do chamado “Choque do Petróleo”, em 1973, em decorrência do conflito árabe-israelense, a espoliação dos países produtores pelos EUA deixou de ser centralmente via preço aviltado do barril, para passar a envolver o controle da renda maior obtida na venda do petróleo. O que tomou forma com acordo de Washington com a Arábia Saudita. Uma verdadeira máquina de reciclar dólares e depositá-los nos EUA; e os bancos ainda ganham com a especulação com os “barris de papéis” nas bolsas de apostas de commodities.

Assim, dos contratos leoninos em que as Sete Irmãs ficavam com quase tudo (sistema de concessão), chegou-se ao sistema de partilha, em que 80-90% vai para o produtor. No entanto, essa renda maior do petróleo não fica no país produtor, acaba nos EUA aplicada em títulos do Tesouro, e o rendimento vai, em grande parte, para as corporações norte-americanas – como a Halliburton -, que ficam com o filé mignon das obras de infraestrutura realizadas, cabendo às empresas locais as sobras. Esses países também compraram grandes quantidades de armas norte-americanas, claro que inferiores às vendidas e até doadas a Israel.

O jornal novaiorquino disse que, “segundo autoridades norte-americanas, o programa de formação de um batalhão [de mercenários] tem o apoio de Washington.” O NYT observa, porém, que os Emirados “ao dependerem de uma força em grande parte criada pelos americanos, introduziram um elemento volátil numa região explosiva, e onde os EUA são vistos com suspeita”.

Após os escândalos dos assassinatos de civis cometidos pela Blackwater, o pior deles, o da praça Nisour, em que 17 civis iraquianos foram mortos em um cruzamento de ruas em Bagdá, Prince anunciou que queria vender a torrada empresa. Chegou-se a falar no interesse do grupo Carlyle, a corporação ligada à família Bush, e ainda do fundo Cerberus – ex-dono da montadora Chrysler -, que também possui a DynCorp, fachada do Pentágono usada contra a Iugoslávia, e também na Colômbia, Iraque e Afeganistão.

Acabou que a venda foi para o fundo Forté, presidido por um cidadão que é funcionário de Prince desde 1998. Ou seja, um laranja. Prince, ainda que da CIA, herdou na década de 1990 uma corporação de autopeças, que foi vendida por US$ 1,35 bilhão. Antes da “venda” ao Forté, a Blackwater maquiou o nome, para Xe – em referência ao gás xenônio, que fica na extrema-direita da tabela de elementos químicos.

“MR. FAZ TUDO”

O ex-advogado da CIA, e agora jornalista, Adam Ciralsky, revelou em janeiro do ano passado, na revista “Vanity Fair”, que, conforme várias fontes no Q-G da espionagem norte-americana, Prince é agente encoberto da CIA, a quem chamou de “Mr.Faz Tudo” da guerra ao terror, e, à Blackwater, de “guarda pretoriana da CIA e do Departamento de Estado”. Para confirmar que a Blackwater é um braço da CIA, era ela que dava proteção à agência e à embaixada norte-americana, tanto no Iraque quanto no Afeganistão. Prince também fez – ou faz – parte do esquadrão clandestino de assassinos, montado pela CIA, e cujo desmonte foi comunicado pelo chefe da CIA, Leon Panneta ao congresso dos EUA. Também operou, conforme o NYT, bombardeios com drones e mísseis Hellfire. A Blackwater, ou Xe, tem até mesmo um braço de aviação, a Presidencial Airways, que abastece os postos mais remotos no Afeganistão.

 

Sobre midiacrucis

Rompendo o apartheid-midiático. Buscando informações que o PIG omite, distorce, oculta...desinforma.
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4 respostas para Blackwater foi detectada em áreas indígenas e plataforma de petróleo

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  2. O que os tripulantes do Legacy, que vitimaram mais de uma centena de passageiros de um Boeing da Gol sobre a serra do cachimbo estavam fazendo senão espionagem!?

  3. wagner disse:

    Isso e um assunto muito delicado e que tdevemos, colocar em pauta na midia para chamar atencao das pessoas. E precionar os politicos por uma posicao mais clara sobre este assunto que e interesse de seguranca e soberania nacional. Nós precisamos de uma resposta do porque que esse militares dos EUA estão em nosso território.

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