MINISTRA ANA DE HOLLANDA AGE COM BRASILIDADE


Maestros e compositores aplaudem decisão do MinC de retirar Ong estrangeira

Autores, cantores, compositores, maestros e poetas apoiaram a medida adotada pela nova ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que determinou a retirada da licença Creative Commons do site do Ministério. A ministra justificou a decisão afirmando que considerou “inadequado utilizar no site do Ministério” o link da fundação CC.

Para o cantor e compositor Danilo Caymmi, “não se justifica que o site de um órgão público, como o Ministério da Cultura (MinC), abrigue e promova uma organização privada internacional (Creative Commons) com o dinheiro do contribuinte. Somos apenas criadores, não somos fundação, não protegemos grandes e pragmáticas estruturas capitalistas, as principais interessadas em não pagar aos criadores (o famoso conteúdo)”.

O maestro e compositor Marcus Vinicius de Andrade (presidente da Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes-Amar) disse que a decisão da ministra “deve ser aplaudida”. “É absolutamente vergonhoso aceitar que o conteúdo publicado no site de um órgão do governo brasileiro, mantido com dinheiro público, tenha de ser ‘licenciado’ por uma entidade forânea, patrocinada pelo megaespeculador George Soros (Open Society Foundation), pela William & Flora Hewlett Foundation (da Hewlett-Packard Company), pela Rockefeller Foundation e ainda por Microsoft, Google, Sun Microsystems, Yahoo e outras corporações da mesma cepa, acolitadas no Brasil pelos neoliberais globalizados da FGV”, enfatizou.

O compositor Hermínio Bello de Carvalho, poeta e descobridor de talentos da música popular brasileira, considerou uma “iniciativa corajosa” a retirada da licença CC. “Vemos que novos ares estão soprando na gestão que ora se inicia, e que deve também lançar um olhar igualmente inovador para ações efetivas que promovam a circulação dos bens culturais”, afirmou. Hermínio lembrou a luta em defesa dos direitos autorais que criou a Sombras, (Sociedade Musical Brasileira, atual Associação de Músicos, Arranjadores e Regentes), durante a ditadura. “Isso foi há mais de 30 anos, não havia a internet, mas já atuava nos bastidores uma complexa rede de interesses comandados por grupos poderosos do exterior. O discurso de flexibilização dos nossos direitos, assumido pelos que comandaram o Ministério nos oito últimos anos, adoçou as bocas famélicas desses grupos, que devem estar insatisfeitos com a retirada da licença Creative Commons do site do MinC”, avaliou.

Antonio Adolfo Maurity Sabóia, músico, compositor e maestro, também defendeu Ana de Hollanda que, na sua avaliação, “agiu corretamente ao retirar qualquer associação entre o MinC e o Creative Commons, uma entidade patrocinada pelos interesses das gigantescas empresas que comandam a Internet. Os criadores são os primeiros prejudicados e, como consequência, os cidadãos, pela atuação dessa entidade, que sob uma falsa bandeira da ‘defesa’ em prol do que denominam ‘cultura livre’ acabam por tentar patrocinar ‘mudanças’ escandalosas no Direito Autoral, aniquilando os profissionais que produzem cultura”.

“A ministra Ana de Hollanda demonstrou uma insofismável coragem”, afirmou o músico e compositor Tibério Gaspar. Segundo ele, “chegou a hora dos criadores da cultura brasileira se unirem em prol da ministra para evitar que os capitães da indústria da cultura puxem o seu tapete”.

Fonte: Hora do Povo

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