Por que a metodologia de pesquisa no Paraná é diferente dos outros estados?


Tomando por base o  artigo publicado abaixo e pela experiência proporcionada, pelo candidato à época, nas eleições deste Estado reflito sobre o novo momento deste segundo turno e me deparo com uma situação, no mínimo, surreal.

O que acontece com as pesquisas no Paraná, por que aqui os Institutos se utilizam de outra metodologia, dando margem, a censura?

Por que o Instituto não se adequou as metodologias dos outros estados para evitar este tipo de proibição? Quem quer prejudicar o povo paranaense, reirando-lhes o direito à informação?

Por que o TRE, TSE nada fez para que o Instituto utilizasse o mesmo tipo de metodologia de outros estados, evitando a ação do candidato?

Beto Richa ,o futuro governador do Estado do Paraná, foi enquadrado como um sujeito “abalado emocionalmente” por juízes que o defenderam, por não suportar críticas.

Questiona-se pelas ruas da cidade, provavelmente por todo o Paraná e estados do Brasil, se ele tem condições psicológicas para um cargo público, já que no caso do Hora H Extra,censura e recolhe os exemplares que não escreviam conforme “gostaria que fosse”sobre sua pessoa e  pede a justiça, inclusive, que as próximas edições da mesma não mais se referissem a sua pessoa. Um pedido absurdo, que felizmente foi negado, para quem naquele momento pleiteava um cargo público. Creio que a pessoa, que empossará o cargo de Governador do Estado do Paraná, em 1º de janeiro de 2010 – seja devidamente avaliada por uma junta médica, já que dá claras indicações de não suportar o assédio natural que o cargo exige e também sua família, que segundo o próprio, não suportou, inicialmente a contrariedade dos números indicados pela pesquisa que o colocavam empatados com o adversário, e inicia sua ação predatória ao direito à informação dos cidadãos e censura, impede o resultado das pesquisas e que também não suporta as manchetes e artigos escritos sobre o candidato em questão. Sendo assim, hoje governador não – empossado poderá vir a ser responsabilizado por levar  sua família a uma condição tal de pressão, prejudicando-lhes a saúde e também para proteger e defender os cidadãos deste Estado de ter em cargo tão relevante, uma pessoa em condições psicólogicas de governá-las.

Serra o candidato à presidência do País também dá claras indicações de que nào possue condições psicológicas para exercer cargo de tamanha magnitude. No entanto, pede a justiça do Paraná que censure o povo paranaense, com as próximas pesquisas, porque isto poderá prejudicar a sua campanha, conforme artigo abaixo do Último Segundo. Onde para eles a informação é uma estratégia de campanha, onde também se pode concluir que eleger-se não é efetivamente um desejo de governar pessoas mas de tirar delas o direito de cidadania, o direito de escolha. Será que se as pesquisas estivessem dando uma diferença para mais ao candidato à presidência da República, a estratégia seria outra ou seja a de divulgar massivamente o resultado apresentado?

Parece que vivemos num faroeste – num lugar sem lei – onde dois sujeitos abusam do poder  e  cerceam a Liberdade e o Direito à  Informação e o DIREITO DE SABER – um Direito Constitucional. Onde está a OAB? Onde estão os advogados e Juízes deste país?

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Quando candidatos abusam do poder econômico e político para destituir a população do Direito de Saber, do Direito à Informação  negando dados de pesquisas, censurando blogs, twitters e jornalistas a quem devemos apelar?

Cercear o Direito do povo de obter informação indicam o caráter estratégico da informação. Com certeza a maioria dos que lutam por um país realmente democrático enfrentam diariamente muitos obstáculos e poderiam levantar inúmeros casos de violação ao direito de informação.

A Constituição Brasileira de 1988 proíbe todo e qualquer tipo de censura, seja ela privada ou pública nos moldes da Lei.
No artigo 220 do Capítulo V, que versa sobre a COMUNICAÇÃO SOCIAL, claro está para todo e qualquer cidadão deste país:
A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

E prossegue mais clara ainda no § 2º do referido artigo:
É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

Portanto, ninguém neste país, quer seja ele um governante, um legislador, um juiz, um partido político, um sindicato ou um patrão, NINGUÉM pode censurar ninguém de acordo com nossa carta maior.

Desde 2003 celebra-se, no dia 28 de setembro, o Dia Internacional do Direito a Saber. O objetivo desta data é conscientizar cada indivíduo de seu direito de acesso à informação pública. O direito de acesso à informação é garantido pelo artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e é fundamental para a consolidação dos demais direitos humanos. Além disso, consiste em uma das bases da democracia, já que através dele os cidadãos podem acompanhar as ações do governo que age em seu nome.
 O acesso à informação é um mecanismo importante contra a ineficiência, esbanjamento e corrupção. Ao mesmo tempo, trata-se de um direito instrumental essencial para a garantia de participação pública e monitoramento social em diversos temas.

Os brasileiros têm garantido constitucionalmente o direito a saber nos artigos 5º e 37.

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Na reta final, PSDB abre ofensivas contra pesquisas

A menos dez dias do segundo turno da eleição presidencial, o PSDB se lançou em uma ofensiva para tentar evitar que a repercussão das pesquisas que dão a dianteira à petista Dilma Rousseff abalem o ânimo da campanha na reta final da disputa. Enquanto o partido definia planos de ação na área jurídica e de comunicação, o candidato tucano José Serra entrou pessoalmente em campo para reforçar o discurso de que será capaz de desmentir os números nas urnas no próximo dia 31.

O plano foi montado em conjunto com líderes do PSDB no Paraná, onde o governador eleito Beto Richa (PSDB) conseguiu impedir na Justiça a divulgação de pesquisas na reta final do primeiro turno. Nesta sexta-feira, o PSDB obteve autorização da Justiça para acessar dados da última pesquisa Vox Populi/iG, em que Dilma aparece 12 pontos à frente do tucano. A ideia contou, por exemplo, com a participação do deputado Gustavo Fruet (PSDB), que integrou a chapa de Richa como candidato ao Senado mas não conseguiu se eleger.

Na campanha nacional, entretanto, ficou acertado que a abordagem não será tão drástica quanto a aplicada pelos tucanos do Paraná. O partido já descartou, por exemplo, a tentativa de impedir na Justiça a divulgação de números.

Um dia antes de o PSDB conseguir acesso à pesquisa Vox Populi, Serra falou pessoalmente com Richa sobre a estratégia de impedir a divulgação de pesquisas no Paraná. A conversa ocorreu em uma van que transportou os dois tucanos a um evento em Maringá (PR), na última quinta-feira. “O Serra me perguntou o que tinha ocorrido aqui. Eu disse que a decisão foi da equipe de comunicação junto com equipe jurídica”, contou Richa ao iG. “No nosso caso, o tribunal deu uma decisão por sete votos a zero”, completou.

Richa explicou a Serra que, ao impedir a divulgação de pesquisas desfavoráveis, evitou a perda de apoios. “As pesquisas exercem um efeito principalmente sobre as lideranças e prefeitos. Esse pessoal não quer perder e quando vê a pesquisa indicando uma coisa pula de um barco para outro”, afirmou o governador eleito, destacando ainda o peso das pesquisas na arrecadação de campanha. O tucano paranaense, no entanto, reconheceu que perdeu votos ao impedir a divulgação da pesquisa.  “Saiu no Jornal Nacional e na imprensa escrita que era uma medida antidemocrática. Isso prejudicou um pouco a minha campanha”, disse Richa.

Discurso

Líderes tucanos em todo o País replicaram nos últimos dias o discurso crítico em relação às pesquisas. Além disso, partidários de Serra têm replicado a informação de que números internos apontariam um empate técnico entre o tucano e a rival petista. Alguns chegam a dizer que Serra estaria ligeiramente à frente da adversária.

Em geral, o tom é o mesmo usado por Serra nesta sexta-feira, durante uma visita a Porto Alegre. Na ocasião, o candidato a presidente disse que há “uma crise nas pesquisas”. Na mesma linha, o presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PSDB-SE), declarou nesta tarde que “todas as pesquisas estão erradas”.

Richa, por exemplo, também afirma que Serra tem desempenho semelhante ao de Dilma de acordo com números coletados pelo PSDB. A conclusão, diz ele, resulta de trackings telefônicos realizados pelo partido. O governador eleito também afirma que as pesquisas também exercem influência sobre os financiadores de campanha. “O pessoal para de doar”, disse o governador eleito do Paraná.

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