Abaixo três páginas deste projeto e Wal-Mart o que quer no Brasil, varejar?
APP repudia convênio que terceiriza educação profissional
Acordo entre Seed e Walmart vai treinar mão-de-obra para o varejo e não oferecer formação profissional aos jovens
A APP-Sindicato repudia e demonstra sua total contrariedade com a iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que, pondo de lado os esforços para a construção de uma educação profissional pública de qualidade para nossos jovens, celebrou acordo com a norte-americana Walmart para preparar quadros para a multinacional de supermercados.
O termo, assinado na semana passada entre a Seed e o Instituto Walmart, cria o “Programa Escola Social do Varejo”, nada mais que um serviço de treinamento de mão-de-obra para atender às necessidades imediatas do comércio varejista – e não para oferecer uma efetiva formação profissional ao público a que nominalmente se destina, jovens de 16 a 24 anos, matriculados no ensino médio nas escolas estaduais.
A parceria com a multinacional do varejo – área sabidamente problemática pelos abusos trabalhistas – está em consonância com a política da Seed no atual governo de restrição ao ensino profissional público. Tal política já havia sido demonstrada com a terceirização do ensino – antes oferecido na própria rede estadual integrado ou subsequente ao ensino médio -, que passou a se adequar a parcerias com o “sistema S” e com as diretrizes do Pronatec.
A educação pública viu novamente a forma de o governo Richa encarar o ensino profissional com a não abertura de turmas para o segundo semestre de 2012 (parcialmente revertida na semana passada).
Todas estas preocupações serão trazidas para a mesa de negociações com a Seed nesta terça-feira, em Curitiba.
********************
Em 1964 a USAID entrou no Brasil pelas mãos da ditadura empresarial, que abriu as portas do país para todo tipo de ingerência e entrega, entre elas a da educação. Precarizou o ensino destituindo os estudantes da capacidade de reflexão e os professores da capacidade de produção científica. A USAID até hoje está no MEC e a pergunta é por que ela ainda permanece, apesar de todas as denúncias e sendo expulsa de vários países da América Latina? É a USAID quem decide quais livros serão adotados nas escolas públicas e quais as editoras que farão a impressão, foi ela quem enfraqueceu o ensino público oferecendo aos “empresários-oportunistas” a privatização do ensino, aumentando o apartheid educacional?
E agora temos a Wal-Mart um supermercado que “através de um instituto de ocasião” – vai dar as cartas-varejo na educação do atacadão brasileiro?
Veja abaixo exemplo das apostilas: Ética e Cidadania e Trabalho que serão passadas aos professores que receberão formação como “multiplicadores” na Universidade do Ceará – é a continuidade do neoliberalismo em nosso país. Vamos permitir?
************
“A comunidade escolar recebeu com muita satisfação esta grande oportunidade. É uma melhoria tanto na parte acadêmica quanto à inserção no mundo do trabalho”, disse Olinda de Godói Ribeiro, diretora do colégio.”





Os comentários dessa sala são lamentáveis, partindo do princípio que tratam se de pessoas que se dizem educadores. Se informem, visitem as instituições, conheçam o projeto e parem de falar besteira na qual desconhecem. Caso contrário, continuem a fazer esse trabalho tacanho no qual a maioria dos colegas, nos quais vocês se incluem, se dispõe a fazer. Lembrem se senhoras e senhores, ignorância é um estado temporário, pode ser resolvido. Burrice é permanecer na ignorância. Pensem nisso.
Ignorância está no exato lugar onde se parou de observar, pesquisar, debater, refletir e aprender a dizer não para aquilo que é prejudicial ao nosso país, ao nosso povo e ao nosso futuro. Procure saber de onde vem esta “linha de produção educacional”, qto ganham, qto levam para fora do país. Aceitar que um supermercado entre no setor da educação, que imponha sua cultura, seus métodos já responde muito.
Sou educador da Escola Social do Varejo no Colégio Estadual Dr Xavier da Silva. Não tenho a intenção de formar trabalhadores alienados e prepará-los para empregos que remuneram pouco. O que eu gostaria de saber dos críticos do projeto, é se buscaram assistir uma oficina do projeto. Se procuraram os educadores para esclarecer suas dúvidas e angústias. Preparo meus educandos para além do mercado de trabalho, Procuro prepará-los para a vida. A metodologia é fantástica; é a pedagogia de projetos e participativa. Os alunos se sentem importantes e tiveram desempenho melhor na sala de aula do ensino regular. Precisamos pensar em novas metodologias para o ensino. Reclamamos que o aluno não se desenvolve; que a educação no Paraná não avança. E o que a APP tem feito? Só aumentar salário não resolve o problema meus amigos. Vários dos professores da rede não tem perfil para trabalharem como nossos adolescentes. Vejo todo dia professor que diz absurdos na hora que soa o sinal para entrar na sala de aula. Que praticamente enlouquece se um aluno carente o toca. O que ele tem feito para a evolução da educação? Percebo que sua contribuição é negativa. Os educadores da ESV se importam realmente com os adolescentes que participam do projeto. E, se fosse para preparar alunos para trabalharem no Wallmart, com toda a certeza não estaria atuando no projeto. E estejam à vontade para conhecerem nosso projeto aqui no Colégio Xavier da Silva!!!
Você considera normal que um SUPERMERCADO esteja atuando na área da EDUCAÇÃO e PÚBLICA? Você entende que o WalMart faz isso de graça? Se o governo está pagando para esta empresa do ramo de SUPERMERCADOS educar nossos filhos, significa que o ensino está TERCEIRIZADO, portanto PRIVATIZADO. De quanto é este valor? Você considera que o valor pago a uma empresa multinacional é melhor empregado do que se estivessem investindo em construção e/ou manutenção das escolas ou aprimoramento dos professores ou criando grupos de estudos para livros didáticos pensados por nossos professores e regionalmente? Para onde o SUPERMERCADO WALMART LEVA OS LUCROS? Perdemos de forma múltipla: terceirizamos a EDucação, valores de outros países são impostos aos nossos alunos, pagamos para que isto aconteça e os lucros são enviado ao país de origem. É mais fácil entregar a EDUCAÇÃO nas mãos de uma multinacional do que lutar por uma EDUCAÇÃO de qualidade?
Sou formado em História, pela UEM e,como parte do juramento que fiz na Colação de Grau, meu dever é dar um retorno para a sociedade. E o projeto me proporciona isso. E minha formação e pensamento não me permitem inserir meu aluno em empresas como a que você citou (apesar de ser a financiadora do projeto). Acredito na luta pela educação pública. Mas enquanto acontecem essas discussões, quem sai perdendo é o aluno que é quem realmente interessa. Antes de aceitar esse projeto, pensei em uma coisa: como poderei utilizar deste projeto em prol desses adolescentes? Percebi que a metodologia do curso vai além de prepará-los para o mercado de trabalho. Ajudamos a prepará-los para a vida. Pensando em uma ESCOLA PÚBLICA de qualidade, decidi entrar no projeto para avaliar a os meus métodos, e aproveitar essa oportunidade para me aperfeiçoar. Utilizando o espaço, eu proponho leitura de textos, produção de textos e debates. Também concordo que a rede não seria a melhor empregadora para eles, e os coordenadores pedagógicos do projeto, que são do Instituto Walmart e Instituto Aliança, sabem da minha opinião. Na verdade, meus alunos tem perfil para a academia. São fantásticos. São criativos, inteligentes, mas cheios de problemas, que vocês nem imaginam. E temos, como parte da metodologia, uma preocupação com a história pessoal de cada um deles.
A ESV, é uma parceria. Os alunos saem do programa com um certificado da Universidade Estadual do Ceará, de um curso de extensão universitária de 500 horas. Não é o IA ou o IWM que me pagam e eles não são meus chefes. Eu sigo as orientações da SEED acima das orientações do projeto.
Se a entrada desses alunos para o mercado de trabalho for só para a rede Walmart, serei o primeiro a publicar e repudiar tal ação. Trabalhamos com os potenciais e habilidades de cada um, para que possam alcançar seus objetivos.
Minha sala de aula está de portas abertas para vocês conhecerem nosso projeto!
Pingback: Memória: Brasil-Ditadura-EUA/CIA-Empresários-políticos-Forças Armadas | Midiacrucis's Blog
É a manipulação mediática fazendo lavagem cerebral nos jovens para ficarem a serviços e subjugados aos seus delitos e futuros ataques através de ações, isso é formação de um exercito para serem usados nos seus planos diabólicos em tentativa de golpe no Brasil, que é a derrubada do partido dos trabalhadores como o mais corrupto diante da opinião publica, que será um golpe sujo para condenar o Lula a execração publica
Quem imaginou que um dia a educação estaria nas mãos dos supermercados. É o fim.
Pingback: Walmart e a Escola Social do Varejo – Um golpe contra os programas sociais do Governo Federal nas entrelinhas « Luizmuller's Blog
Tenho concordância com boa parte deste post, em especial à carta da Meire. O WalMart quer capacitar gente com escolaridade média para postos de trabalho que pagam muito pouco e tem grau elevado de precariedade. Mas além disto, a julgar pelas cópias das apostilas, estão formando militantes da causa capitalista e não trabalhadores. Querem explorar e ainda enfiar goela abaixo e mente adentro uma ideologia já superada até por significativa parcela do mundo capitalista. Pregar que é impossível aumentar a riqueza dividindo-a é um contrasenso descabido num país como o Brasil, onde justamente a recente maior distribuição da riqueza permitiu a continuidade da amplaição da economia, ao contrário das demais economias capitalistas do mundo. PQP.
Por outro lado, o tema do PRONATEC e do Sistema S é diferente. O PRONATEC esta tendo a sua metodologia construída. E ela pressupõe a construção de um único sistema de capacitação técnico profissional no país, coisa que até então não existia. Além disto, do PRONATEC participam também as redes públicas de escolas técnicas Federal e Estadual,mediante adesão. No caso do Paraná e do Ceará, as redes públicas não aderiram ao PRONATEC, o que associado a concepção expressa nesta parceria da Secretaria de Educação com esta empresa supermercadista americana, pode sim caracterizar a disposição da privatização e pior,. a aceitação de preceitos já superados até mesmo em países capitalistas desenvolvidos. Já o Sistema S, é Prafiscal, mantido por recursos públicos. A sua arrecadação vem da contruibuição de 2,5% sobre o valor total da folha de pagamento de cada empresa, repassado mensalmente pela previdência social ao Sistema (Senai,Senac,Senat,Sescoop,Senar,Sesc,sesi,sest). O SIstema S foi criado por lei do por Getulio Vargas e é sustentado por recursos públicos. A participação deles no PRONATEC é uma tentativa de vinculá-los a uma metodologia capaz de atender a todas as demandas por qualificação e capacitação profuissional, inclusive as de mais baixa renda, o que tem sido possível através do PRONATEC BRASIL SEM MISÉRIA, não tendo absolutamente nada a ver com a tal Escola de Vrejo ou coisa que o valha, dos supermercados.
Abç.
Müller
obrigada pelo comentário Muller. mas se não houver uma grita geral no país, estes tipos vão entrar no país com tudo, continuando a destruir a educação e a mente de nossas crianças.