É interessante ler que a FIERJ queira calar a opinião pública ou a Liberdade de Expressão de quem quer que seja como se tivessem algum direito para tal.
Outra coisa que chama a atenção é o termo que está sendo introduzido como forma de confundir o leitor, também utilizado pelo Sr. Maierovitch num de seus últimos artigos, que é antissionismo. Para quem não sabe sionismo nada mais é que um movimento político como qualquer outro criado por um judeu mas que dele participam não-judeus.
ATENÇÃO!!! Verifiquem que agora estão “misturando/SUBSTITUINDO” dois termos – Antissionismo e antissemitismo. São duas coisas completamente diferentes!!!
Judeu – é aquele que professa a religião judaica e nada mais. No entanto, há grupos que colocam judeu como raça, que não é.
Os que perseguem judeus são chamados de anti-semitas. Semita é um grupo linguístico (árabes, judeus, sírios e outros) e não uma raça. Segundo pesquisas, de um documentário que assisti semana passada, o hebraico é originada do acadiano . Portanto ser antissemita (anti-semita) não é aquele que persegue “judeu” e sim um grupo não especificado – desta forma o termo não é a representação da verdade.
Aqueles que se dizem judeus se apropriaram do termo e criam há séculos uma grande confusão. Temos muito para pesquisar, para aprender.
Judeus são árabes que professam uma religião específica daquela tribo.
Qual a razão de se apropriar destes termos e criar tanta confusão?
D’us escolheria apenas uma pequena tribo para ser o povo “escolhido”. Seria tão injusto?
mas…cada um tem o direito de acreditar no que quiser desde que não ultrapasse os direitos dos outros! Estamos no Brasil, senhores!
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| Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro entra com ação para calar um dos fundadores do Pink Floyd, por críticas a Israel em entrevista realizada no Brasil
A passagem pelo Brasil de Roger Waters, um dos fundadores do extinto grupo de rock progressivo Pink Floyd, enfureceu os sionistas. Ativista da causa palestina desde 2006, quando decidiu conhecer a Cisjordânia depois de um show em Tel-aviv, Waters, em entrevista coletiva realizada no Rio de Janeiro, defendeu os palestinos, criticou o governo israelense e declarou apoio à campanha BDS, que boicota produtos fabricados em Israel. Também divulgou o Fórum Social Palestina Livre, encontro internacional a ser realizado em Porto Alegre de 28 de novembro a 1º de dezembro de 2012. As declarações desagradaram a Federação Israelita do Rio de Janeiro (FIERJ). Segundo nota publicada na coluna de Ancelmo Góis, em O Globo, o advogado da FIERJ, Ricardo Brajterman, tentou impedir na Justiça que Roger Walters voltasse a fazer “declarações anti-sionistas” no show realizado no Engenhão em 29 de março. Acostumados à submissão européia e estadunidense, os sionistas não esperavam a reação dos brasileiros, de afirmação da liberdade de expressão e de rejeição a todas as tentativas de calar as pessoas, em especial as que fazem críticas a Israel pela violação dos direitos humanos dos palestinos. Várias organizações, como o Comitê de Solidariedade e Apoio ao Povo Palestino do Rio de Janeiro, a Frente em Defesa do Povo Palestino e a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) divulgaram notas públicas de apoio às declarações de Roger e de repúdio à atitude da FIERJ. “Israel ocupa territórios palestinos em desacordo com todas as leis internacionais, ergueu o muro do apartheid e da colonização, que foi declarado ilegal pelo Tribunal Internacional (de Justiça). Constrói assentamentos na Cisjordânia, território palestino ocupado por Israel, em desacordo com todas as resoluções internacionais. Cerca e bombardeia a Faixa de Gaza, onde 1,5 milhão de palestinos estão sujeitos a sobreviver abaixo das mínimas condições de alimentação, educação e saúde. Israel não respeita e não cumpre as resoluções da ONU e do direito internacional, em total isolamento da comunidade internacional. O governo de Israel faz tudo isso em nome do sionismo e quer impedir as pessoas de criticar essas ilegalidades e ações desumanas e opressoras?”, escreveram os ativistas da Fepal. “Os que querem calar Roger precisam ser informados de que o Brasil é um país democrático, o Brasil não ocupa e não oprime nenhum povo, o Brasil é um país onde convivem, pacificamente e com respeito, judeus, árabes, cristãos e muçulmanos, todos com os mesmos direitos e deveres estabelecidos na Constituição da República Federativa do Brasil.” “Repudiamos toda tentativa de intimidação e censura à liberdade de expressão por parte dessa (FIERJ) ou de qualquer outra organização. Tal atitude – inconstitucional, nos moldes da ditadura militar que vigorou no Brasil dos anos 1960 aos anos 1980 –, não tem mais espaço no Brasil”, afirmaram o Comitê de Solidariedade e Apoio ao Povo Palestino e a Frente em Defesa do Povo Palestino, citando, em seguida, artigos da Constituição brasileira e da Declaração de Direitos Humanos. “(…) são ilegítimas e só podem ser encaradas como censura e perseguição as ameaças da FIERJ ao cantor e ativista. Uma postura tão conhecida quanto inaceitável, de tentar criminalizar os movimentos sociais e as pessoas de consciência que se levantam contra a opressão ao povo palestino e contra a ocupação de suas terras. Repudiamos veementemente a atitude e as ameaças da FIERJ e reafirmamos nosso apoio a Roger Waters, à liberdade de expressão e aos valores democráticos. Aproveitamos para agradecer Roger Walters por não silenciar diante da injustiça e por emprestar sua imagem e sua voz para essa nobre causa da humanidade.” Reclamações também foram feitas ao Ministério Público, que pode abrir processo contra a FIERJ. Se o exemplo brasileiro fosse seguido em outras partes do mundo, os ativistas de direitos humanos e os críticos dos sionistas não sofreriam tanta perseguição nem tantos processos por exercer o sagrado direito de manifestar livremente o que pensam. Hoje, militantes da causa palestina estão sendo processados na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Leia a carta que Roger Waters divulgou no Brasil: Desde minha visita a Israel e aos territórios ocupados, em 2006, eu faço parte de um movimento internacional para apoiar o povo palestino em sua luta por liberdade, justiça e igualdade. Sinto-me honrado por ter sido convidado pelo Comitê Nacional Palestino BDS para anunciar a iniciativa da realização do Fórum Social Mundial Palestina Livre em Porto Alegre, Brasil, em novembro deste ano, em cooperação com o movimento social brasileiro e redes internacionais da sociedade civil. O objetivo será a criação de um encontro internacional que irá incentivar o instinto humano básico em todos os homens e mulheres de boa fé para se unirem em apoio ao povo palestino em sua luta por autodeterminação. Em todo o mundo, nosso movimento está crescendo. Incentivado por eventos como o que acontecerá aqui no Brasil, a nossa voz vai crescer. Continuaremos o nosso apelo pelo fim da ocupação israelense de terras palestinas, pela derrubada dos muros de colonização e de apartheid, pela criação de um Estado palestino com sua capital em Jerusalém, pela concessão de direitos plenos e iguais aos cidadãos árabe-palestinos de Israel e pelo direito dos refugiados palestinos de voltar para suas casas, conforme exigido pela Convenção de Genebra, como estipulado na resolução 194 da ONU de 1949 e também reafirmado pelo Tribunal Internacional de Justiça em 9 de julho de 2004. Estou muito encorajado pelo crescimento desse movimento em Israel, especialmente entre os jovens judeus israelenses, e também pelo não menos importante “Boicote de Dentro”, com quem estou em contato. Nós estamos com vocês. Eventos em Israel e nos territórios ocupados não são amplamente relatados nem com precisão no Ocidente. Em novembro próximo, o Fórum Social Mundial Palestina Livre, em Porto Alegre, vai ajudar a quebrar os muros de desinformação e cumplicidade. Conclamo as pessoas de consciência para que apóiem este fórum e ajudem a torná-lo um divisor de águas na solidariedade internacional ao povo palestino. A verdade nos libertará. Em solidariedade, Roger Waters. Matéria de Baby Siqueira Abrão, correspondente no Oriente Médio do jornal Brasil de Fato. |

Muito bom. Esse pessoal da FIERJ já vem extrapolando há muito tempo. Uma coisa é você tentar impedir atos e declarações anti-semitas, outra é não se poder falar o que quer que seja contra o Estado de Israel e seus governantes, mesmo quando cometam atrocidades. Acho a idéia do boicote econômico ótima. Só precisaríamos, para que fosse implementada, de identificar quais os produtos e serviços a boicotar. Sou partidário de se estender igual tratamento ao centro do império mundial (US/UK e seus aliados europeus e não europeus), boicotando seus produtos, bancos, etc. Agora mesmo, que tentam impor a deposição de Assad para ocupar a Síria (mais uma peça no dominó de países a dominar), essa estratégia poderia ser útil. BOYCOTT AMERICAN EMPIRE AND ITS ALLIES!