“Vertigens do vazio” é um chamamento à grande aventura da criação. É convite para o mergulho sem reservas, na busca do novo, do inusitado, de nossa essência. Aposta no risco da vertigem diante da verdade de nós mesmos. Aposta no desfazer-se de nossos lixos em busca do vazio, sem garantias nem certezas preconcebidas para a criação. Aposta no encontro, na aceitação dos inusitados, dos sustos enfrentados no processo criador e no desvelamento do mais íntimo e verdadeiro do nosso eu.
Fica aqui o convite e uma advertência ao leitor: não tema atirar-se à leitura deste livro! Não tema ceder ao encontro de seu próprio vazio revelado por estas páginas… Entregue-se ao descontrole, sem reservas. Não tema ceder, desfalecer, ser tomado pelas vertigens do vazio. Pois é nesse chão da arte, que tanto o educador e o artista exercitam suas vertigens de criação, que esse livro desvela.
Madalena Freire
AGENDA de LANÇAMENTO 2011
Rio de Janeiro
“Há uma força imensurável promovida pelo “não controle” que os vazios refletem atraindo naturalmente para dentro deles o descomprometimento, a liberdade e a subjetividade. Por serem espaços imensuráveis, são mesmo impreenchíveis além de se contraporem a tudo que desejar se nomear definitivo. São terrenos férteis para o plantio da criatividade, justamente porque acolhem tão bem a volatilidade da arte. “Construir” nesses espaços com a imaginação, a reflexão, ou o livre pensar, talvez seja a unica saída para que esses poderosos espaços não sejam transformados em tolos reservatórios que armazenam objetos ou áreas de sofrimento e angústia.” (pag 191)
